Diretor-geral do DNIT em Manaus, garante a recuperação da BR-319

BR 319

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Amazonianarede – Redação

Manaus – O general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, diretor-geral do Dnit esteve ontem em Manaus e trouxe uma boa notícia. Garantiu que o Governo Federal não abandonou a BR-319 e garantiu a sua importância para o Brasil e para a integração regional, como parte interessante do nosso sistema modal, por isso, será recuperada e a rodovia que foi construída ainda pelo Governo militar nos anos 70, e que funcionou em toda a sua plenitude, ligando Manaus ao eixo-rodoviário Nacional, voltará a funcionar normalmente.

Devido a isso, a sua recuperação ganha a partir de agora um novo e interessante capítulo.

O Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (Dnit) abriu licitação para contratar estudos de impacto ambiental. Uma exigência para recuperar a única ligação terrestre do Amazonas com o restante do Brasil.

Inaugurada em 1973, época do regime militar, a BR-319 já foi a principal via de acesso entre o Amazonas outros estados brasileiros. Mas por falta de manutenção nos quase 900km, o local se tornou intrafegável.

As tentativas de recuperação da BR-319 já duram oito anos. Em 2005, o Governo Federal anunciou o início da obra que só começou em 2008, sendo embargada pouco depois pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) que anunciou falhas no estudo de impacto ambiental. Agora, o Dnit acaba de anunciar uma licitação para contratar estudos complementares de impacto ambiental e finalmente concluir a reforma da BR.

O diretor-geral do órgão, general Fraxe, está em Manaus para acompanhar o andamento da licitação. Segundo ele, o departamento já investiu R$ 90 milhões apenas em requisitos ambientais para a obra.

Para ele, é inaceitável que esta parte da Região Norte continue em isolamento. “Não se pode negar a essa população o direito de ter os seus modais à disposição para circular bens, pessoas e cultura. Manaus não é um parque, é um núcelo urbano que participa do desenvolvimento nacional e contribui consideravelmente para o PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro”, completou.

“Não é reserva”

O general Fraxe chegou a afirmar categoricamente que Manaus, uma metrópole de dois milhões de habitantes, um grande centro social, econômico e urbano, não é nenhuma reserva ambiental, por isso, deve ter um tratamento igual aos grandes centros urbanos, com a sua população tendo o direito de ir e vir, utilizando todos os modas, como o aquático, aéreo e o terrestre, transportando pessoas, riquezas e cultura.

Disse ainda que não vê nenhuma incompatibilização dom o meio-ambiente, que deverá ter sim, cuidados especiais e a população deverá também ter a consciência da sua importância para o planeta, mas no seu entendimento, nada que não possa ser resolvido e que impeça a completa recuperação da BR-39, a popular Manaus-Porto Velho.

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