Desenvolvimento do Oiapoque é tema de discussões binacionais

A fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa desperta grande interesse entre as duas nações, em especial o Estado do Amapá, que faz limite com o território francês. Assuntos como a segurança na região, o sistema jurídico dos dois países, o desenvolvimento econômico e a ponte binacional estavam na pauta de discussões da primeira Jornada Jurídica Franco-Brasileira, realizada em Macapá, nesta sexta-feira (28).

Segundo o desembargador Gilberto Pinheiro, o que falta na relação da região de fronteira é um interesse maior do poder público no município de Oiapoque (distante 560 quilômetros da capital), já que se trata de uma região de entrada e saída do País. Uma das grandes problemáticas está nas áreas de garimpo que gera conflitos entre comunidades indígenas, catraieiros, polícias e garimpeiros.

A falta de investimento do lado brasileiro em Oiapoque também foi debatido durante a reunião. “A França está entre as grandes potências econômicas e políticas do mundo, mas não investe um centavo em Oiapoque, ao contrário de outros lugares, como os estados do Paraná e Mato grosso”, disse o desembargador.

O procurador-geral junto à corte da Guiana Francesa, Raymond Morey, disse acreditar que o evento é o primeiro passo para aproximar as duas nações, especialmente com o Amapá. A jornada serve para discutir a situação das áreas de garimpo e a clandestinidade de brasileiros que atravessam o rio Oiapoque de barco, em Oiapoque, para chegar a cidade de Saint-George de L´Oyapock, na Guiana Francesa. “A cooperação jurídica vai permitir facilitar a relação, avaliar a segurança e aproximar todos os interessados”, apostou Morey.

Para Morey, a ponte binacional Brasil-Guiana Francesa, em fase de conclusão, não vai mudar os problemas locais. “O que precisamos é de acordos internacionais para gerar emprego em Oiapoque e desenvolver a região”.

(Extra Amapá) 

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