Debate: TV Amazonas ignora Lei e o próprio eleitor

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debateAmazonianarede/Sérgio Costa

Manaus – Para continuar seguindo sua política comercial, onde o interesse é o faturamento da emissora e a população passa para segundo plano, a TV Amazonas manteve a gravação da programação da Rede Globo e atrasou o início do debate entre os candidatos a prefeito de Manaus em mais de uma hora, demonstrando falta de respeito com o eleitor e, principalmente com a legislação eleitoral que determinava o fim da propaganda a zero hora desta sexta feira. Porém, a emissora já havia conseguido uma autorização para manter esta situação até as sete horas da manhã de hoje, diferente do que aconteceu nas demais repetidoras do país que começaram o programa no horário marcado.

Além disso, a emissora já conhecida do público amazonense por retardar transmissões como o campeonato brasileiro as quartas feiras, também cometeu o erro de elaborar regras próprias, que deixariam de fora do debate um dos deputados federais do estado, que concorre à prefeitura, Pauderney Avelino (DEM). Mas o erro custou caro e a emissora foi obrigada de última hora a “arrumar” mais um lugar para acomodar o excluído, por força de uma liminar da justiça eleitoral.

Debate morno

Quando finalmente o programa começou e o eleitor que permaneceu acordado o que viu, no chato e sonolento debate, foi a repetição do que os candidatos vem afirmando em seus programas eleitorais e no horário gratuito estipulado pela Lei 9.504/97, ou seja, nada de novo que pudesse decidir o voto de que ainda está indeciso às vésperas da votação.

No início, o jornalista Heraldo Pereira explicou que os blocos 1 e 3 seriam de temas sorteados, enquanto que os blocos 2 e 4 seriam de temas livres. Coube ao prefeiturável Henrique Oliveira (PR) fazer a pergunta do primeiro tema sorteado: ‘transporte’, para seu escolhido, o tucano Artur Neto.

No resto, o ‘encontro’ entre os seis continuou lento e sonolento. Somente quando Serafim Corrêa (PSB) tentou encurralar a candidata Vanessa Grazziotin, com a pergunta sobre a sua decisão de votar contra o salário mínimo, em 2004, quando era deputada federal, o debate pegou um pouco de pique.

A comunista negou que isso tivesse acontecido e, ao invés de se defender, partiu para o ataque afirmando veementemente que nunca votou contra o salário mínimo, e o governo que apoiou, o de Lula, aumentou o salário, enquanto que o do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, do PSDB de Artur, reduziu o valor.

Destaque

Sabino Castelo Branco mais uma vez roubou a cena, repetindo a toda hora ‘eu sou o novo’, depois de dar um corte em Henrique, dizendo que ‘de boas ideias todo mundo já está cheio’ e reafirmando que Vanessa não anda pela cidade, por isso não conhece os alagados e as regiões mais pobres.

Outro momento que chamou a atenção no debate foi quando Serafim disse que 95% da cidade de Manaus é bem iluminada, quando uma das maiores críticas da população é de que a capital está às escuras. No entanto, o candidato socialista admitiu que a empresa responsável pela iluminação “faz um péssimo serviço”, pois a iluminação não chega aos becos.

No 5º bloco, nas considerações finais, Artur Neto recuperou também um direito de resposta e explicou que não agrediu a adversária, só repetiu o que está nos anais do Congresso. “Ela sim, aproveitou para agredir meu partido”. Na sua considerações, Vanessa voltou a atacar, lembrando que “poderia falar sobre o espancamento de camelôs”, quando Artur era prefeito. E acabou falando.

Os seis candidatos que participaram do debate da Rede Amazônica se confrontaram timidamente. Na última aparição na televisão, eles aproveitaram para tentar convencer o eleitor a votar em seus nomes criticando gestões anteriores.

Uma lástima que espaço da importância que tem um debate tenha sido tão mal aproveitado.

(Com informações do Portal Em Tempo)

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