Corpo de menino sepultado há 13 anos, encontrado intacto, causa polêmica em Nhamundá

A juíza da Comarca de Nhamundá, Vanessa Leite Motta, autorizou a exumação do corpo do menino Francisco Ferreira da Silva, sepultado há 13 anos no cemitério da comunidade São Benedito, no Paraná do Aduacá, e encontrado possivelmente intacto.

A magistrada acatou o pedido do advogado constituído pela mãe de Francisco, Maria Ferreira da Silva, após ida até Nhamundá, quinta-feira, 18.

A família vai reunir para decidir se quer ou não exumação. O técnico em necropsia Benedito Pimentel informou que sexta-feira, 26, deve haver uma reunião com a família para saber o destino do caso. “Se decidirem, no início da próxima semana a gente viaja até a comunidade. Vamos trazer os materiais do solo e verificaremos se existe realmente musculatura no corpo, como a família relatou”, ressalta.

Benedito Pimentel enfatiza que, se houver necessidade para comprovação de um fenômeno natural, deve ser feita a verificação em outros túmulos. Para o procedimento em demais sepulturas, a Justiça de Nhamundá tem que ser comunicada para expedir liberação. O técnico em necropsia acompanhou o comandante do Corpo de Bombeiros, Tenente Ricardo Rocha, na viagem ao Aduacá, após repercussão do caso do corpo intacto.

Pânico

De acordo com Ricardo Rocha, na tarde de quarta-feira, 17, a 3ª Companhia Independente de Bombeiro Militar (CIBM) recebeu uma chamada de que pessoas estavam em situação de pânico na comunidade São Benedito, devido ao corpo ter sido encontrado intacto, quando era aberto o túmulo para o sepultamento de Alfredo Tavares da Silva, de 85 anos, pai de Francisco.

“A informação sobre o aparecimento de sangue na enxada foi desmentida por populares lá no local”, ratifica o comandante da 3ª CIBM ao destacar que o corpo intacto teria causado pânico nas pessoas, levando-as a abandonarem o túmulo. Um dos comunitários ligou para o Corpo de Bombeiros e informou o caso. A princípio, tratava-se de uma situação de pânico. As pessoas ficaram com medo e não queriam se aproximar da sepultura.

Ricardo Rocha ao chegar à comunidade, junto com o técnico em necropsia, se deparou com a inexistência de sangue em enxada. Para a surpresa do bombeiro e do técnico em necropsia, a sepultura já se encontrava fechada, com terra em cima, há 11 dias. Por se tratar de sepultura lacrada, os profissionais informaram à família os procedimentos legais para o desenterro e averiguação do fato, sejam destinados a fins científicos ou religiosos.

(Por Gerlean Brasil – Repórter Parintins) 

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