Conferência destaca diferença entre política pública e assistencialismo

Manaus – Durante a IX Conferência Municipal de Assistência Social, realizada no Auditório Belarmino Lins da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), de 15 a 17 deste mês, ficou claro nas declarações que o momento é de fortalecimento dos laços entre a Prefeitura de Manaus e o Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS).

A Primeira Dama de Manaus e Secretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Goreth Garcia Ribeiro destacou que a união vai fortalecer a construção de metas, o cumprimento da lei e dar ao “cidadão o resgate, o direito, a dignidade que é nosso dever atender.”

O Presidente do CMAS, Ronaldo André Bacry confirma as palavras da secretária, e acrescenta que “o conselho aprendeu a dialogar com a gestão pública e a gestão agora está disposta a nos ouvir”.

Goreth Garcia comentou ainda alguns questionamentos sobre o fato de ser ao mesmo tempo primeira dama do município e secretária da Semasdh, o que segundo ela em momento nenhum seria impeditivo para uma gestão eficiente e responsável da Assistência Social em Manaus “como primeira dama do município, tenho notado o temor de algumas instituições, inclusive em congressos de assistência social, de confusão de papéis. É claro que a solidariedade, o voluntariado, a noção de cidadania, isso tudo é muito importante. Porém, mais do que isso, enquanto gestora municipal da assistência social, minha obrigação é fazer cumprir a legislação. Devemos nos embasar essencialmente na questão técnica, nunca deixando de olhar com o coração e procurar desenvolver os melhores sentimentos de justiça, honestidade e respeito com o ser humano”.

A Conferência que terminou ontem, com a palestra da presidente do Conselho Nacional de Assistência Social, Lizielle Tapajós, avaliou a situação atual da assistência social na formulação de políticas públicas a serem implantadas no município nos próximos quatro anos. O evento gerou um documento com as principais propostas para a atuação do município na rede de assistência social, que serão traduzidas em planos e ação e políticas públicas a serem implantadas na cidade de Manaus nos próximos quatro anos.

Mudança de foco

Lizielle, amazonense, assistente social formada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), professora da Universidade Federal de Santa Catarina e a atual presidente do Conselho Nacional de Assistência Social, destacou a diferença existente entre assistencialismo e a política publica de assistência social, um dos aspectos de maior polêmica quando o assunto é debatido. Para a professora, assistencialismo é filantropia, benemerência, doação; a política publica de assistência social pelo fato de ser publica já comporta reclamação, dever, obrigações. Ate 2003 era puro assistencialismo, o governo federal mudou isso e propõe políticas sólidas e com continuidade, com a atuação em rede de todos os entes federativos em prol do usuário.

(Semcom) 

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