Com residência agrária, Amazonas completa ciclo de apoio ao setor primário, afirma Omar Aziz

Manaus – O governador Omar Aziz afirmou nesta segunda-feira (10), durante a formatura de técnicos do programa estadual de residência agrária, que o Governo do Amazonas fecha o ciclo de apoio ao setor primário com o reforço na assistência técnica.

Os profissionais do programa vão otimizar, por meio do acompanhamento especializado e da transferência de tecnologia, os resultados da nova política estadual para o setor primário, que prioriza investimentos na mecanização para garantir produção planejada e evitar perdas nos períodos de cheia e seca.

A formatura dos 170 técnicos de residência agrária do Programa Estratégico para Transferência de Tecnologia (Pro-Rural), realizado pela Secretaria de Produção Rural (Sepror), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secti-AM), ocorreu no Salão Rio Solimões, do Centro Cultural Palácio Rio Negro, no Centro, e contou com a presença do vice-governador José Melo, da senadora Vanessa Grazziotin e de secretários de Estado.

De acordo com o governador, a mecanização da terra firme vai contemplar as dez áreas trabalhadas pelo programa Amazonas Rural. Além do acompanhamento técnico do produtor e transferência de tecnologia, a mecanização da terra firme abrange a oferta de subsídios para o calcário e a ração de peixe para que cheguem a preços mais baixos aos agricultores do interior.

“Quando se perde uma produção na cheia, não espere que no ano seguinte o caboclo vá lá com a mão produzir novamente. Não vai acontecer isso. Muitas vezes, essa pessoa não volta nem a produzir porque fica com medo que a cheia volte e leve todo o seu trabalho. Tomamos uma decisão política de fazer investimentos na mecanização de áreas de terra firme. Vamos trabalhar conforme a vocação dos municípios”, ressaltou Omar Aziz.

Um dos segmentos mais avançados na mecanização é a piscicultura. Em Apuí, Humaitá e Manicoré, o Governo Estadual já possui terras suficientes para a produção de peixe em cativeiro. Humaitá será um dos principais polos de piscicultura e vai abastecer os municípios da calha do rio Madeira com a produção de pós-larvas, alevinos e peixes. Um Centro de Tecnologia em Piscicultura, com investimentos de R$ 2 milhões, está em fase final de obras no município do Sul do Amazonas.

“Vamos levar aos produtores um calcário a preços significativos que dê para ele produzir e ganhar bem, não ao preço de hoje que ninguém tem condições de comprar. Para produção da piscicultura, vamos vender a ração nos mesmos preços em todos os cantos do Estado do Amazonas porque nós queremos produzir em quantidade que dê condições ao produtor. Estamos trabalhando nisso. Agora a gente fecha esse ciclo com assistência técnica. São instrumentos para ele produzir mais e melhor e ter mais qualidade de vida”, disse o governador.

Residência agrária – Com aporte de recursos de R$ 22 milhões, o Pro-Rural está contratando 170 profissionais, cujo trabalho deve alcançar 17 mil famílias com orientação especializada e transferência de tecnologia. Os investimentos devem impulsionar os resultados do setor até 2014.

“As tecnologias vão ajudar a aumentar a produção e o ganho das pessoas. Esse é o nosso objetivo. Todos os municípios, de acordo com a vocação, contarão com técnicos para auxiliar os produtores”, frisou Omar Aziz.

Os 170 agentes capacitados pela Sepror serão inseridos no atendimento aos trabalhadores do campo, somando-se aos 300 técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) que prestam assistência ao setor rural. “Em termos comparativos, nesses 47 anos que existe o serviço de assistência técnica no Amazonas, só conseguiram colocar 300 técnicos no campo. Nós estamos colando com o projeto Residência Agrária, de uma única vez, 170 profissionais no campo. Algo como 60% de toda a mão de obra acumulada para o setor de assistência técnica e extensão rural em 47 anos”, explica o secretário de Produção Rural do Amazonas, Eron Bezerra.

Oriundos de 29 municípios do Amazonas (Manaus, Manacapuru, Tefé, Humaitá, Parintins, Pauini, Boca do Acre, Borba, Lábrea, Japurá, Apuí, Maraã, Urucurituba, Itacoatiara, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Nova Olinda, Coari, Amaturá, Iranduba, Ipixuna, Japurá, Alvarães, São Paulo de Olivença, Itapiranga, Envira, Canutama, São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro) os técnicos tiveram aulas sobre Políticas Públicas do Governo para a Agricultura Familiar; Extensão Rural, Legislação Ambiental; Manejo; GPS; Bússola; Primeiros Socorros; Elaboração de projetos produtivos; Mecânica de Motor de Popa; Piloto de voadeira; entre outros.
Os bolsistas vão atuar como agentes de transferência de tecnologia em cada uma das 10 linhas do projeto Residência Agrária (juta e malva, borracha, aquicultura, manejo madeireiro, culturas alimentares, fruticultura, horticultura, pecuária sustentável, avicultura e organização social e mercado).

Áreas de atuação – Os bolsistas de nível médio vão atuar como Técnico Agrícola, Técnico em Agropecuária, Técnico em Piscicultura, Técnico em Manejo Madeireiro, Técnico em Zootecnia, Técnico em Florestas, Técnico em Agroecologia, entre outros de áreas afins. A bolsa de nível médio é de R$ 1.200,00. Já os de nível superior vão ocupar vagas nas áreas de Medicina Veterinária, Agronomia, Piscicultura, Agroecologia, Biologia, Engenharia de Pesca, Engenharia Florestal, Ciências Agrárias, Sociologia, Administração, Serviço Social, Economia, Gestão Ambiental, Antropologia, Ciências Ambientais, Economia Doméstica, Direito, Psicologia, Ciência Política, e áreas afins. A bolsa para o nível superior é de R$ 2.400,00.

O Residência Agrária/Pró-Rural é um programa de bolsas e auxílio financeiro, criado pela Sepror em parceria com a Fapeam e a Secti-AM, voltado para a difusão de novas técnicas de produção sustentável resultantes de pesquisas científicas e tecnológicas, que ajudarão a alavancar a produção rural, o crescimento econômico, a conservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida da população dos municípios do interior do Estado do Amazonas.

(Agecom)

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