CMM recebe denúncias de líderes do Alternativo

(Foto: Tiago Corrêa – CMM)

A presidente do Sindicato dos Proprietários dos Transportes Alternativos Executivos de Manaus (Sipteam), Sueli Gonçalves dos Santos, conhecida como Sueli da lotação, pediu ajuda dos vereadores e proteção policial após ter sofrido um atentado na noite da última sexta-feira (25), do lado de fora do sindicato, durante reunião da categoria.

O pedido foi feito durante o pequeno expediente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), desta quarta-feira (2), onde Sueli e Pedro Raimundo Ferreira de Souza tornaram público o atentado que sofreram após terem denunciado a venda de concessões, feitas por presidentes de cooperativas do transporte alternativo de passageiros.

Segundo a presidente do sindicato, dois homens armados atiraram contra eles e fugiram. Mais de 60 pessoas estavam reunidas no momento, do lado de fora do sindicato, no bairro Nova Cidade. Um tiro atingiu o braço do representante do sindicato Pedro Raimundo de raspão e outro acertou um muro. Os estilhaços feriram outros participantes da reunião, mas nenhum com gravidade. Os dois contaram também que têm sofrido ameaças desde o dia em que denunciaram as irregularidades. A ocorrência foi registrada no 5º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

“Estamos marcados para morrer por querer apoiar o prefeito que está tentando organizar a categoria que está sofrendo com várias irregularidades. Por isso, queria tornar público esse atentado”, disse Pedro Raimundo, diretor do Sipteam. Ele pediu que a Casa e o Poder Judiciário investigassem os autores dos tiros. “Estou pedindo humildemente que esta Casa nos ajude. Queremos realmente a legalidade do transporte, estamos vendo o esforço do prefeito e a oportunidade de legalizar. Queremos passar por isso passivamente e tranquilamente”, concluiu.

Sueli Gonçalves afirmou que o motivo do atentado foi a denúncia feita ao Ministério Público do Estado (MPE/AM) sobre a da venda de concessões do sistema. Ela pediu ajuda dos vereadores e se emocionou ao falar do atentado e das ameaças que vem sofrendo. “Não estou mais dormindo na minha casa e recebo ameaças diariamente. Tenho família e não tenho registro na polícia, nem no Ministério Público de venda de vagas para extorquir outras pessoas. Trabalho há mais de 20 anos no sistema e sempre lutei pela categoria”, disse Sueli.

Segundo ela, o projeto aprovado pela Câmara que autorizou a regularização de 200 veículos do transporte alternativo e 120 do executivo e não de todos os 260 de cada uma das categorias não causou tanta preocupação, pois iria retirar de circulação esses motoristas que vendem as concessões e não trabalham de fato no transporte da cidade. Mas, para ela, a posição do sindicato e as denúncias desagradaram quem cometia as irregularidades.

Apoio dos vereadores

Muitos vereadores manifestaram apoio e afirmaram que a situação é preocupante. Para Mário Frota (PSDB), quem fez isso não fez para intimidar, mas para matar. “Não podemos dar as costas para eles que estão lutando pela regularização do transporte alternativo e executivo. Temos que alertar o Ministério Público e acompanhar o andamento da denúncia na delegacia”, disse.

Joãozinho Miranda (PTN), que presidia a Sessão Plenária no momento, garantiu que as denúncias seriam encaminhadas para a Comissão de Direitos Humanos da Casa para que o caso fosse acompanhado. “Manaus não pode continuar nessa trilha da violência. Esses criminosos tentaram tirar a vida daqueles que representam uma categoria que alcançou uma vitória expressiva na Câmara com a aprovação do Projeto que regulariza os transportes alternativos e executivos. Temos que ser solidários, porque amanhã não gostaria de ver uma notícia que poderia manchar nossa história. Não vamos permitir, enquanto Câmara de Manaus, esse tipo de atitude”, ressaltou o vereador Luis Mitoso (PSD).

Como vereadora e sindicalista, Rosi Matos (PT) prestou seu apoio. Arlindo Júnior (PPL), Carlos Alberto (PRB) e Roberto Sabino (PRTB) falaram da onda de violência que atinge Manaus e citaram o assassinato do dentista Diego Maciel Castro, 26 e do pai, Francisco Xavier Castro Junior, 53, ocorrido nesta terça (1º).

Vereador ameaçado

O vereador Massami Miki (PSL) também chegou a ser ameaçado após denunciar a venda de concessões no transporte alternativo e executivo na Câmara. Ele apresentou quatro recibos de venda de vagas, durante a Sessão Plenária do dia 23 de setembro, durante votação do Projeto de Lei que regulamentou o transporte coletivo de passageiros de Manaus. Os recibos apontavam a venda da vaga por R$ 35 mil e outra por R$ 52 mil.

Após fazer a denúncia, o vereador sofreu ameaças e pediu, da Tribuna da CMM, providências imediatas da Casa.

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