Chile é pela primeira vez campeão de futebol da América

Superior em todo o jogo e prorrogação, futebol chileno conquista a América
Superior em todo o jogo e prorrogação, futebol chileno conquista a América
Superior em todo o jogo e prorrogação, futebol chileno conquista a América

Chile – Pela primeira vez em sua história, a Roja de Figueroa, Caszely, Zamorano e Salas conquistou um título. Considerada a “melhor geração da história do país”, a equipe comandada por Bravo, Medel, Vidal, Valdivia e Sánchez derrotou a Argentina nos pênaltis após o empate em 0 a 0 e conquistou a Copa América de forma inédita.

logo quando organizou o torneio. Depois do empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, a disputa foi para os pênaltis. Higuaín isolou, Bravo pegou a cobrança de Banega, e Sánchez sacramentou, com direito a cavadinha.

O Chile fez o que Jorge Sampaoli prometeu e não mudou o seu estilo de jogar. Muita pegada no meio, Díaz jogando praticamente como um zagueiro, toque de bola e saídas em velocidade comandadas por Valdivia, com Vargas e Sánchez infernizando.

A Argentina, sem tanto jogo conjunto como a Roja, teve dificuldades, menos posse de bola, mas quando exercia pressão na saída de bola, levava perigo. Isso além das individualidades acima da média. Valdivia teve uma oportunidade fantástica logo no início. Ficou de frente para o gol, mas ao invés de chutar, buscou o passe.

Zabaleta acabou cortando. Depois Sánchez encaixou uma linda arrancada, Romero ofereceu rebote e quase que Vidal abriu o placar. O Chile pressionava a saída de bola na frente, enquanto a marcação atrás estava bem eficiente. Sem a bola, Díaz era praticamente um terceiro zagueiro e Isla também segurava a onda.

Enquanto sem a bola, buscavam sair com velocidade e bom toque de bola. Por outro lado, a Argentina tentava se encontrar no jogo. Tinha menos posse de bola e dependia muito de jogadas individuais dos seus astros. A grande chance e única finalização até a metade do primeiro tempo foi em jogada de bola parada, que levou Bravo a fazer grande defesa em cabeçada de Agüero.

Mas o Chile era superior e poderia ter aberto o placar com Vargas, que receber lançamento de Silva, mas chutou por cima. Pouco depois, um duro golpe para a Argentina. Di María arrancou do seu próprio campo, não conseguiu nada, e ainda sentiu dores.

Aí a Argentina viu que se pressionasse na saída de bola, poderia se dar bem. Diversas vezes forçou erro de algum chileno. O jogo ficou equilibrado, e a grande chance da Albiceleste veio no fim. Lavezzi chutou e Bravo defendeu. O segundo tempo manteve o ritmo. Chile com mais posse de bola, criando mais e pressionando muito forte. Mas nada de bola para dentro do gol. A partida continuou assim, com a Roja melhor.

Aos 28, uma mudança para cada lado, Tata Martino tirou Agüero e colocou Higuaín, enquanto Sampaoli sacou Valdivia para colocar Matías Fernández e liberar Vidal para ficar mais perto do ataque. A seleção aplicou uma pressão e quase abriu o placar. Na reta final, Tata resolveu tirar Pastore e colocar Banega e ser mais consistente no meio.

Logo depois Sánchez teve uma oportunidade daquelas. Recebeu lançamento, finalizou girando, mas foi para fora, bem perto da trave. A Argentina, pouco inspirada, conseguiu fazer um gol com Lavezzi, mas foi bem anulado pelo árbitro Wilmar Roldán. Mas também ignorou um pênalti em Rojo, que foi agarrado na área.

A cobiçada  copa fica no Chile, país que sediou o evento
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No fim, grandes chances para os dois lados. No último instante, Messi puxou contra-ataque, abriu para Lavezzi, que centrou, mas ninguém completou: prorrogação. Os primeiros 15 minutos foram nervosos. Ninguém quis ser muito ousado. A melhor chance foi exatamente no último lance.

Bravo puxou contra-ataque com Sánchez, Mascherano, que sentia cãibra, não cortou, o atacante disparou e chutou por cima. No segundo tempo, o Chile mostrou estar mais preparado física e mentalmente. Matías Fernández entrou muito bem e criava boas chances. Mas nada de gol e pela primeira vez uma final de Copa América termina em 0 a 0. Nos pênaltis, Fernández, Messi e Vidal abriram marcando, e Higuaín isolou. Na sequência, Aránguiz fez, o Chile abriu 3 a 1, e o Nacional começava a explodir de alegria. O seguinte foi Banega: Bravo pegou. Sánchez decretou no fim com cavadinha, e enfim o Chile é campeão.

A inédita conquista chilena, contagiou todo o país
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Ficha técnica

Local: Estádio Nacional, em Santiago (CHI) Data-hora: 04/07/2015, às 17h (de Brasília) Público: 45693 presentes Árbitro: Wilmar Roldán (COL) Auxiliares: Alexandres Guzmán (COL) e Cristian de la Cruz (COL) Cartões amarelos: Silva (CHI), Medel (CHI), Díaz (CHI), Rojo (ARG), Mascherano (ARG), Aránguiz (CHI), Banega (ARG) CHILE Bravo, Isla, Medel, Silva e Beausejour; Días, Aránguiz, Vidal e Valdivia (Matías Fernández, 28’/2°T); Vargas (Henríquez, 4’/1°P) e Sánchez. Técnico: Jorge Sampaoli ARGENTINA Romero, Zabaleta, Otamendi, Demichelis e Rojo; Mascherano, Biglia, Pastore (Banega, 35’/2°T) e Di María (Lavezzi, 28’/1°T); Messi e Agüero (Higuaín, 28’/2°T) Técnico: Gerardo Martino

Amazonianarede-Correio do Povo

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