Cachoeira pode pegar 80 anos de cadeia

Amazonianarede – Brasil247

Goiânia – Nesta terça-feira, será apresentado o relatório final da CPI que apura a participação de políticos no esquema do jogo ilegal comandado pelo empresário Carlinhos Cachoeira. Preso desde 29 de fevereiro, o bicheiro também vive semana decisiva na Justiça de Goiás.

O Ministério Público Federal de Goiás pediu uma pena de 80 anos de prisão para o contraventor, considerada pelo advogado de Cachoeira, Nabor Bulhões, um abuso. “O Supremo Tribunal Federal está julgando o que o Ministério Público chamou de o mais grave e ousado esquema de corrupção que existiu no país e a maior pena foi de 40 anos. Nenhum dos réus foi preso durante o processo. Estão brincando de direito penal com meu cliente”, disse Bulhões, ao se referir ao julgamento do mensalão, que condenou Marcos Valério a 40 anos e quatro meses de prisão.

Durante mais de uma década, Cachoeira foi a principal fonte de informações (nem sempre obtidas legalmente) do jornalismo investigativo em Brasília, com destaque para a revista Veja, onde mantinha relação próxima com o editor Policarpo Júnior. Suas gravações foram usadas na primeira denúncia contra os Correios, em 2005, que deu origem ao processo conhecido como mensalão, e também nas derrubadas de vários ministros, o que foi feito, muitas vezes, para favorecer a Construtora Delta.

Em paralelo, o deputado Odair Cunha (PT-MG) apresenta amanhã seu relatório final da CPI do Cachoeira. No documento, com cerca de 2 mil páginas, o relator irá confirmar que a empreiteira Delta, recordista em contratos com governo federal, foi usada como fachada para o dinheiro do esquema, com o apoio de políticos.

No entanto, as conclusões da comissão foram consideradas superficiais por parlamentares da oposição, que prometeram apresentar um relatório paralelo. Segundo informações do Terra, eles querem que o Ministério Público Federal (MPF) investigue o repasse de recursos da Delta Construções para, pelo menos, 12 empresas consideradas laranjas.

Segundo informações da Folha, o indiciamento do governador Marconi Perillo (PSDB-GO) ainda era dúvida na noite de ontem, mas isso terá pouco efeito prático, uma vez que Marconi pediu para ser investigado pelo STJ. O governador Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, não será alvo do relatório.

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