Brasil faz tempo inédito, mas fica com a prata do revezamento 4×100 m

O Brasil tentou, mas não conseguiu conquistar o ouro do revezamento 4×100 m que envolve as categorias T42-46 neste sábado, no Mundial Paralímpico de Atletismo, em Lyon. No Stade du Rhône, a equipe brasileira contou com boa recuperação, que não foi suficiente para superar os Estados Unidos na disputa e deixar a prata dourada.

Os americanos cravaram um novo recorde mundial, uma marca de 40s73. Já o Brasil, com 41s72, também superou o antigo recorde, que pertencia à África do Sul e era de 42s80. A equipe brasileira contou com a presença de Bruno Araújo, Emicarlo Souza e os medalhões Yohansson do Nascimento e Alan Fonteles.

Com o resultado deste sábado, Fonteles encerra sua participação em Lyon com três ouros (100 m T43, 200 m e 400 m) e uma prata. Já Yohansson conseguiu um ouro (200 m T46), uma prata (4×100 m) e um bronze (100 m).

“É muito importante. Nossa equipe estava muito focada na prova, entramos para sermos campeões e bater o recorde mundial. Sabíamos que os Estados Unidos estavam muito bem, mas é isso. Estamos levando uma medalha para o Brasil”, afirmou Emicarlo.

O mais animado com a medalha era Yohansson, que, enquanto Alan ainda havia se juntado ao resto da equipe nas entrevistas, era o mais acostumado aos microfones. “Agora é o Bruno que vai falar”, avisou o alagoano.

“Nosso treinamento do revezamento foi bem focado. Estou feliz em toda a equipe, agradeço a confiança que me deram. Estou feliz pela medalha e vamos treinar para melhorar”, explicou Bruno, que fez sua primeira competição internacional.

“Conta aí o que você comia antes de correr a prova”, desafiou Yohansson, arrancando risos da equipe. Bruno, com um sorriso, contou o segredo da velocidade: toda noite o Yohansson, o Emicarlo, diziam ‘vem cá, Bruno, vem cá comer Nutella para chegar bem’ (risos).

“Aqui no nosso grupo não tem estrelismo, não tem essa de ser maior que um ou outro. Aqui é um grupo, são meus irmãos. Moro com o Alan, já abri minhas portas para o Emicarlo treinar, fiz o convite para o Bruno. São meus amigos, meus irmãos”, disse Yohansson.

“A gente procura fazer o melhor dentro das pistas com o revezamento. Somos uma equipe e confiamos um no outro. Isso vale muito dentro das pistas. Sempre entramos achando que vamos ganhar. Sei que cada um fez o melhor hoje. Viemos em busca do ouro, mas estamos levando uma prata. Não deixa de ser uma medalha e fico feliz”, afirmou Fonteles.

(Terra)

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