Brasil e Bolívia discutem construção de ponte e hidrelétrica na fronteira

Amazonianarede – Agências

Brasil – Bolívia – Terminou ontem em Guajará Mirim (Rondônia) e Guayaramerin, na Bolívia, uma reunião que foi iniciada na sexta-feira, e o terceiro Seminário do Consórcio Binacional para Integração e Desenvolvimento Sustentável entre Brasil e Bolívia. O objetivo do encontro é elaborar uma carta de intenções que represente os interesses da população das cidades fronteiriças e discutir medidas estruturais que serão necessárias a partir do projeto de construção de uma hidrelétrica no distrito de Ribeirão, em Nova Mamoré, distante 60 quilômetros de Guajará Mirim, e da ponte binacional que ligará os dois países com a extensão de de 1,2 mil metro.

O secretário geral do seminário, Cícero Noronha, explica que, de acordo com as reuniões entre o Consórcio e o Itamaraty realizadas em Brasília no final de 2012, existe o conhecimento do governo brasileiro da necessidade de implantação da ponte e da hidrelétrica.

“Já existe o projeto de construção da ponte que gira em torno de R$ 400 milhões, mas que deve ser readequado para 70% desse valor para começar a ser construído. A construção da hidrelétrica ainda está em discussão”, diz o secretário.

Noronha ressalta a importância deste encontro. “A população das cidades fronteiriças estão muito distantes das decisões do centro político. Esse seminário que é aberto à toda comunidade é um momento ímpar para levar seus posicionamentos e ter voz para perto do centro das decisões”, diz Noronha.

O primeiro dia de seminário, na sexta-feira, foi realizado na cidade de Guayaramérin, na Bolívia, e se encerra neste sábado (23) em Guajará Mirim, no Brasil.

Entre os projetos binacionais para integração e desenvolvimento sustentável discutidos no encontro, estão a construção de mais duas hidrelétricas na região, sendo que uma seria binacional e outra totalmente boliviana. Outro projeto discutido pretende utilizar os rios da região para navegação até o oceano pacífico.

“É importante discutir sobre estes projetos porque eles causam impactos diretos e indiretos à população. A carta de intenção propõe medidas que atenda as necessidades da população”, completa Noronha. 

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.