Boa Vista: Lotéricas investem em seguranças armados

Boa Vista – A insegurança das casas lotéricas de Boa Vista foi constatada pelos assaltos noticiados nas últimas semanas. Tanto a população quanto os donos dos estabelecimentos, perceberam que a insegurança dos locais contribuía para a ação dos ladrões.

Em virtude disso, há cerca de um mês, os empresários passaram a investir em segurança armada.

A equipe de reportagem da Folha percorreu loterias da cidade, do Centro e dos bairros mais afastados, para verificar como anda a implantação do sistema para garantir proteção às loterias e aos seus usuários, bem como os primeiros resultados dessa medida.

O que se pôde observar é que precaução já está presente nos locais, porém, não em todos.

A maior parte das casas lotéricas que já contam com os profissionais de segurança habilitados com porte de armas concentra-se no Centro da capital. Em bairros como Liberdade, Caranã e Silvio Leite, funcionários e gerentes não sabem sequer informar se o serviço foi contratado.

Em uma lotérica do bairro dos Estados, alvo de dois assaltos, foi informado que como forma de evitar novas investidas criminosas, foi instalado o monitoramento 24h através de câmeras. Além disso, a guarda armada foi implantada, trazendo alívio aos clientes e funcionários, que temiam serem roubados e mantidos reféns novamente.

“Sinto-me mais segura agora, porém não totalmente, mas isso é uma questão que abrange toda a cidade de Boa Vista. A capital está crescendo e com elas esses problemas de segurança, antes típicos dos grandes centros. Eu moro aqui no bairro dos Estados, e temos que recorrer ao uso das cercas elétricas e outros meios, para que fiquemos a salvo mesmo em nossos lares”, disse a secretária executiva Luzia Rodrigues.

Outros estabelecimentos verificados nos bairros Centro, São Pedro e Pricumã também aderiram ao emprego dos seguranças.

“O investimento nesse tipo de serviço é alto, porém, com os últimos episódios de assaltos, foi comprovada a sua necessidade. Se pudéssemos já teríamos investido antes, mas não se achava que fosse preciso mesmo. Porém, com os últimos quatro assaltos, essa foi a única forma encontrada para que se possa preservar o patrimônio particular e assegurar a vida de nossos colaboradores e clientes”, explicou o supervisor geral de seis loterias de Boa Vista, Cléber Correa.

Empresários, gerentes e funcionários não informam os preços do investimento, mas garantem que o valor investido é alto. A população, no entanto, acredita que somente a segurança feita por pessoas com armas ainda não é suficiente.

“Ainda acho que tem de ser mais modernizada a segurança dessas loterias. Por exemplo, os detectores de metal seriam de grande utilidade. Uma pessoa armada para fazer a segurança não deve dar conta de muita coisa”, acrescentou a secretária executiva Luzia Rodrigues.

A maioria dos proprietários de loterias em Boa Vista afirma que não só a segurança armada está presente em suas empresas, a solicitação de policiamento ostensivo nos horários de expediente é também uma alternativa à qual eles têm lançado mão durante o funcionamento.

(BRUNO FIALHO – Folha BV) 

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