Associação estima déficit de 3 mil atendimentos fisioterapêuticos mensais em Manaus

Manaus – A Associação Amazonense de Fisioterapia (Assafi) estima que pelo menos três mil pessoas deixam de ser atendidas, por mês, em Manaus em função da falta de profissionais fisioterapeutas nas unidades do município e do Estado.

A maioria é formada por pessoas debilitadas em razão de sequelas de AVCs e sem condições financeiras de procurar atendimento.

De acordo com o vice-presidente da entidade, Rossine Fernadez, a associação irá buscar junto a prefeitura de Manaus e o governo do Estado, uma forma de garantir o cumprimento da legislação que obriga o poder público a ter profissionais fisioterapeutas nas unidades de saúde.

Ele explica que a capital já possui uma lei municipal que prevê a inclusão de pelo menos um fisioterapeuta nas Unidades Básicas de Saúde de Manaus (UBSs). A lei, de autoria da ex-vereadora Mirtes Sales, foi aprovada pela Câmara Municipal em setembro de 2010.

“Nós sabemos que o município já iniciou a implantação dos Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASFs), que prevê em seus quadros, um fisioterapeuta. Nós queremos acompanhar esse processo para que isso realmente se cumpra e os fisioterapeutas tenham novos postos de trabalho”, informou Fernadez.

Na semana passada, a associação se reuniu com a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e a Comissão de Esportes, pedindo apoio na mobilização. 

De acordo com Rossine, a demanda reprimida de atendimento fisioterapêutico em Manaus pode ser resolvida com a inclusão dos profissionais nos NASFs. “O profissional fisioterapeuta que for colocado nos NASFs irá até a casa desses pacientes”.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) do ano passado, Manaus tinha pelo menos 120 mil pessoas na capital em recuperação de AVC. “Quando uma pessoa possui alguma debilidade motora, ela passa a não produzir para sua família e para a sociedade. Portanto, a recuperação de uma pessoa com sequelas físicas repercute até nas questões econômicas da cidade”, afirmou.

Rossine Fernandes informa ainda que o Estado possui cerca de 5 mil profissionais formados em Fisioterapia, sendo que somente 1.600 têm registro profissional. “A maioria não se registra por conta do baixo índice de empregos na área apesar da demanda reprimida de atendimento que chega a três mil pacientes sem tratamento por mês em Manaus”, afirmou.

Ele explicou que o tratamento de Fisioterapia consiste em sessões que precisam ser feitas de forma contínua e interrupção do tratamento pode piorar a situação do paciente. “Temos pacientes que precisam fazer dez sessões e só conseguem fazer uma, porque a próxima é programada para depois de 60 dias e eles desistem e não têm dinheiro para pagar um tratamento particular. Isso só piora o restabelecimento e cria um problema em cadeia”, explicou.

Fonte: Ass. da Assafi

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