As broncas do Bernardino não funcionaram e o Brasil perde de virada para a França e se complica na Liga Mundial de vôlei

Brasil virada e perde de virada para a Franca e se complica no Gran Prix
Brasil  virada e perde de virada para a Franca e se complica no Gran Prix
Brasil virada e perde de virada para a Franca e se complica no Gran Prix

São Paulo – Começou como festa a fase final da Liga Mundial de vôlei masculino de 2015, que está sendo disputada no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro (RJ). Para o Brasil, contudo, a estreia na etapa decisiva terminou como razão de enorme preocupação. Os anfitriões foram superados pela França por 3 sets a 1 (29-27, 21-25, 29-31 e 19-25) e agora terão de bater os Estados Unidos, atuais campeões do torneio, se quiserem estar na decisão.

“Jogando em casa, com apoio da torcida, isso não é um peso. Não perdemos por causa disso, mas porque tecnicamente e taticamente não fizemos as coisas da melhor forma possível. Amanhã é um teste importante para ver como jogadores reagem a uma situação como essa. É um teste para essa geração”, avisou o técnico Bernardinho. O Brasil enfrentará os Estados Unidos na quinta-feira (16), às 14h, novamente no Maracanãzinho.

A fase final da Liga Mundial é disputada em duas chaves de três seleções. Em cada grupo, os dois primeiros avançam às semifinais. A França é a única seleção invicta no torneio e não chega às semifinais desde 2006, quando perdeu para o Brasil na disputa do título.

O Brasil, por outro lado, não vence a Liga Mundial desde 2010, na Argentina – o time comandado por Bernardinho foi o segundo colocado nas duas últimas edições. A última seleção que triunfou jogando em casa foi a Holanda, em 1996.

“A gente tem de encarar como uma final. Se perder, está fora da competição e não joga nem o fim de semana. Se a gente quiser ser campeão é preciso disputar três finais a partir de amanhã. Contra os Estados Unidos é só a primeira, e a gente não pode pensar em outro resultado que não seja uma vitória. É difícil agora colocar a cabeça no lugar, mas é em que a gente precisa se apegar. A França passou, e a gente não vai jogar de novo”, avaliou o ponteiro Murilo.

Fases do jogo

Nos dias que antecederam a partida contra a França, jogadores do Brasil elegeram o potencial defensivo como a principal dificuldade no rival. Como eles haviam previsto, a seleção teve enorme dificuldade para finalizar ataques nas pontas. O time da casa só levou grande vantagem quando colocou a bola com velocidade nas mãos do levantador Bruninho e conseguiu usar os centrais.

Quando a defesa funcionou, o Brasil chegou a abrir cinco pontos de vantagem e encaminhou a vitória no primeiro set ao abrir 23 a 20. Contudo, o ataque dos donos da casa deixou de funcionar nesse instante – principalmente por causa do desempenho irregular do oposto Evandro, escolhido para substituir o titular Wallace, vetado por dores nas costas.

A França empatou o jogo em 24 a 24 e chegou a estar na frente. No entanto, o técnico Bernardinho trocou o central Lucão, que estava no saque, pelo ponteiro Lipe. O serviço do reserva conseguiu desestabilizar o passe dos gauleses, e Murilo contribuiu com dois bloqueios seguidos no momento decisivo para dar aos anfitriões a vitória por 29 a 27.

A reta final do primeiro set mostrou a relevância de um saque mais forçado. Foi assim, após dois bons saques do ponteiro Lucarelli, que o Brasil conseguiu chegar a 8 a 6 e abrir vantagem na segunda parcial – até então, as duas seleções trocavam pontos.

Lucarelli, aliás, foi o nome do time da casa no segundo set. Em um momento ruim do Brasil na parcial, quando A França abriu 15 a 12, o ponteiro conduziu sua equipe a uma virada para 16 a 15. A reação, porém, não encerrou a irregularidade do Brasil. O saque francês seguiu mais eficiente, tirou a bola das mãos de Bruninho e permitiu aos europeus uma vitória por 25 a 21 em menos de 28 minutos.

No terceiro set, a superioridade dos europeus não se manteve. As duas seleções voltaram a trocar pontos em quase toda a parcial, e isso acirrou os ânimos. Sobretudo por causa das provocações do ponteiro Ngapeth, que comemorava de forma efusiva e mexia com a torcida brasileira. Um erro de saque dele quando o jogo estava 24 a 24 foi um dos momentos de maior explosão do público no Maracanãzinho. Nem assim, entretanto, os franceses se desestabilizaram: no fim, vitória dos visitantes por 31 a 29 na parcial.

O resultado desestabilizou o Brasil, que errou mais no quarto set. Até o clima do Maracanãzinho, que era de euforia até então, passou a ser um misto entre apreensão, vaias aos franceses e gritos que eram mais de alívio do que de apoio. Os franceses seguiram na mesma toada das parciais anteriores, defendendo muito e errando pouco, e venceram por 25 a 19 para fechar a partida, com direito a comemoração dos reservas, que resolveram provocar a torcida brasileira.

Amazonianarede-Uol

 

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