Arthur garante que não se assusta com os desafios que virão este ano

01-01arturManaus – O prefeito de Manaus Arthur Neto, que hoje está iniciando o terceiro ano do seu segundo mandato como prefeito da capital amazonense certamente não terá missão fácil neste ano e sem nenhuma dúvida deverá enfrentar grandes desafios, mas garante que está disposto a vencê-los.

Com o objetivo de ter mais recurso para investimentos na cidade, o prefeito já anunciou que vai acabar com algumas secretarias, nada que possa vir a atrapalhar a administração mantendo as contas equilibradas.

Na última entrevista do ano passado concedida à imprensa, Arthur arriscou fazer um rápido balanço da sua atuação na Prefeitura de Manaus.

Enfrentamos dificuldades sim e mesmo sem o aporte financeiro do governo federal, conseguimos tocar o barco. Posso afirmar que realizamos muitas coisas, como por exemplo, já fizemos muitas creches. Temos 16 creches construídas, fora as seis licitadas e 40 que estão sendo licitadas. Então temos um saldo da construção de creches, mas eu queria ter feito mais.

“Embora tenha encontrado creches em áreas verdes, em terrenos de terceiros, dificuldades e problemas com o Tribunal de Contas”. Falei para a presidente Dilma que a prefeitura custeia 90% da construção das creches e o governo federal 10%. Ela disse que iria mudar, o governo passaria a custear 90% e a prefeitura 10%.

Fui ao ministro Mercadante e ele disse que não era bem assim. Achei um desencontro danado. Não melhorou nada até agora e continua 90% para nós e dez para eles. Gostaria de ter feito muito mais, mas não tive recursos. Avançamos menos do que deveríamos no transporte e no trânsito. Sempre queremos “fazer mais, mas fico satisfeito com o que fizemos”.

Recursos federais

Mesmo reclamando da falta de recursos federais, Artur afirmou: “Outro dia vi uma coisa terrível”. Alguém alegou uma leviandade que esse prefeito de Manaus recebeu mais recursos federais que os demais. Manaus recebeu recursos constitucionais obrigatórios, sob pena de crime de improbidade e que nenhum presidente pode negar. Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação não pode negar).

Óbvio que recebi mais que o Manuel Ribeiro [ex-prefeito], Artur Virgílio na primeira gestão e do que o Amazonino Mendes. E se eu tiver que me candidatar e se reeleger vou pegar mais do que agora e quem vier depois vai pegar mais recursos do que eu. “Recursos obrigatórios e não espontâneos que dão para A e não B”.

Deram sempre para o B e não para o A de Artur. O governo federal não ajudou. Prometeram-nos de mundos e fundos para o sistema viário de Manaus. Não quero que ele [governo federal] exclua Manaus, porque não é justo. Esses recursos dependem da aprovação do Governo Federal, que eu espero que seja republicano e olhe para Manaus como uma cidade e não como uma cidade dirigida por uma pessoa que jamais vai mudar de posição política.

Nem que eu corte o pescoço, não mudarei de posição política. Ninguém compra meu passe, eu não tenho coleira com preço de venda. Não sou um ursinho de pelúcia. Manaus exige tratamento igual à de outras cidades, sem que tenha que bajular ninguém. Vamos ter que rebolar e se virar nos trinta para atingir o orçamento”disse Artur Neto

Metas para 2015

Para este ano, sem temer os desafios que virão, o prefeito Arthur Neto prometeu muito trabalho pelo povo e para cidade. “Vamos fazer uma inovação, uma mensagem de cinco itens que será enviada à Câmara Municipal de Manaus.” É a primeira vez que um prefeito faz isso.

Não tenho muita preocupação de ser o primeiro ou o segundo, mas sim de procurar aumentar a taxa de transparência da relação do poder público com a cidade. O primeiro item será o que fizemos [prefeitura] em 2014 e o segundo item o que faremos em 2015. Vai ficar bem definido o que faremos em parceria com o Governo do Estado. “O quarto item é o que faríamos ou faremos se tivéssemos ou tivermos dinheiro federal.”

Em seguida afirmou: “O quinto é o que faríamos ou faremos se tivéssemos ou tivermos recursos internacionais que estamos pleiteando com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do BIRD e até Caixa Econômica. Sendo assim as pessoas vão me cobrar o que vou fazer em 2015 e do governador.

Vão cobrar duramente do governo federal o repasse de recursos e que nos auxilie a obter recursos internacionais. Ficar tudo bem claro quem é responsável e o dever de cada um”.

Revitalização do centro

Arthur aproveitou a oportunidade para falar às ações que a Prefeitura vem realizando para revitalizar o centro da cidade, dando ênfase especial para o trabalho junto ao ‘camelôs, que estão mudando das ruas para os chamados shoppings populares na condição de micro empreendedores, o que está deixando o centro histórico com outra cara.

Falou também das providências que estão sendo tocadas com relação a estacionamento no centro, dos cuidados que a Prefeitura tem tido com a educação, saúde e meio ambiente, no social, feiras e mercados, no asfaltamento e recuperação de ruas, no ordenamento da cidade no respeito com a população e servidores municipais e tantas outras frentes que foram e estão sendo tocadas pela administração municipal.

O maior desafio

Segundo Arthur Neto, um dos maiores desafios que enfrentará em 2015, está relacionado a resolver os problemas que travam o transporte coletivo na cidade. Disse que “é preciso saber do aumento do combustível, que impacta no aumento da tarifa. O combustível foi aumentado seguidas vezes.

Os custos são crescentes. A presidenta Dilma teria que repassar para as prefeituras a arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), mas não passou. Seria para segurar a tarifa.

Pedimos desoneração da cadeia produtiva dos ônibus para baixar os custos do sistema e facilitar a renovação da frota sem impactar na tarifa.

Porque renovar a frota todo mundo gosta, mas impacta na tarifa. Não esqueçamos que Manaus é a única cidade que há quatro anos pratica a mesma tarifa. Em 2011, 2012, 2013 e 2014 permaneceram em R$ 2,75. Imaginar que vou viajar para Inglaterra, volta daqui a dez anos e vou encontrar a tarifa de R$ 2,75 é delirar um pouco e eu não sou chegado a isso.

Eu conversei com o governador José Melo e nossas equipes técnicas irão estudar o que se pode fazer nesse sentido. Se a gente não conseguir nenhuma saída ficará inevitável em algum momento. “Não tenho um real na conta de recursos federais para trabalhar mobilidade urbana”, finalizou.

Amazonianarede – Osny Araújo

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