Argentina supera Colômbia nos pênaltis e aguarda Brasil ou Paraguai

O inspirado goleio Ospina, da Coolômbia, foi o caro do jogo, mesmo eliminado
O inspirado goleio Ospina, da Coolômbia, foi o caro do jogo, mesmo eliminado
O inspirado goleio Ospina, da Coolômbia, foi o caro do jogo, mesmo eliminado

Chile – David Ospina bem que tentou (e como tentou!). O goleiro do Arsenal deixará Viña Del Mar depois de uma das grandes atuações da carreira. Entretanto, a Argentina foi quem comemorou. Com uma vitória por 5 a 4 nos pênaltis – depois de um empate sem gols na noite desta sexta-feira -, a equipe de Lionel Messi e companhia superou o sufoco – e a atuação inspirada do camisa 1 adversário – para bater a Colômbia e avançar à semifinal da Copa América de 2015.

O empate de 0 a 0 teve o goleiro colombiano como destaque. Ospina parou Messi, Di María e companhia para forçar a decisão nas penalidades. No desempate, talvez o segundo jogador mais decisivo do elenco alviceleste apareceu para se redimir, e justamente em um dia mais do que especial.

Carlos Tevez. Vilão na Copa América de 2011 ao perder o pênalti que decretou a eliminação nas quartas de final para o Uruguai, diante do público argentino, o atacante definiu uma maluca decisão alternada. Se Muriel e Biglia erraram na primeira contagem, Zuñiga, Rojo e Murillo protagonizaram erros grotescos nos momentos mais decisivos da disputa.

Foi aí que apareceu Tevez. Anunciado como novo reforço do Boca Juniors durante o confronto desta noite desta sexta-feira, Carlitos optou pela segurança da cobrança no meio do gol, venceu um imparável Ospina e botou a Argentina na semifinal. O goleiro brilhou, mas o novo reforço xeneize foi quem sorriu.

Classificada depois de 90 minutos e uma estressante disputa por pênaltis, a equipe do técnico Gerardo Martino encara na semifinal da Copa América o vencedor do confronto entre Brasil e Paraguai, que se enfrentam neste sábado, às 18h30 (de Brasília), em Concepción.

Ospina, Ospina e Ospina

O dia de 26 de junho marcou a grande noite da Argentina na Copa América. Dona de atuações criticáveis, a atual vice-campeã mundial se impôs de maneira soberana diante da Colômbia. Durante todos os 90 minutos, a movimentação ofensiva, a posse de bola e as jogadas individuais eram dos argentinos; no entanto, um homem se colocou à frente disso tudo.

Se os argentinos atuaram em seu melhor nível diante da Colômbia, David Ospina terminou a noite com uma das melhores exibições da carreira. O goleiro colombiano protagonizou o duelo de uma forma capaz de minimizar os feitos de Lionel Messi, Ángel Di María e Sergio Aguero, que, enfim, apresentaram-se juntos e de maneira envolvente na Copa América do Chile.

Logo aos 6min, a Argentina assustou: Di María avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para Javier Pastore. O meia do Paris Saint-Germain, como um homem surpresa, tocou de primeira e obrigou o goleiro colombiano a protagonizar a primeira grande defesa da noite em Viña Del Mar.

As jogadas com Di María se mostraram as mais perigosas para o gol colombiano. Para azar argentino, contudo, Ospina estava inspirado e com sorte. Aos 23min, por exemplo, Aguero aproveitou cruzamento do meia do Manchester United e tocou de cabeça. A bola caprichosamente foi para fora.

Dois minutos depois, o lance mais emblemático. Depois de cruzamento da direita, Aguero se antecipou e tocou no contrapé de Ospina, que, com os pés, parou o camisa 11 argentino. Na sobra, Lionel Messi, completamente sozinho, tocou de cabeça com a ideia de apenas estufar a rede, mas o goleiro colombiano ressurgiu de maneira espantosa, espalmou e evitou o gol.

Antes do fim da primeira etapa, Ospina ainda trabalhou de forma importante aos 37min, após cortar lance de Zapata, que por pouco não marcou contra o próprio patrimônio. A noite já se mostrava inesquecível para o goleiro.

Getty Images

A pressão se tornou ainda maior na segunda etapa. Era um trabalho de ataque contra defesa; ou melhor, ataque contra Ospina. Se aos 22min, Zapata obrigou Romero a fazer a primeira intervenção sobre o ataque colombiano, o goleiro do Arsenal protagonizou a parte final do duelo e encerrou uma atuação épica.

Aos 33min, a sorte apareceu de novo: Banega chutou de longe e carimbou o travessão. Dois minutos depois, Di María cobrou escanteio na medida para Nicolás Otamendi, que desviou forte de cabeça e acertou o travessão. A bola ainda correu a linha do gol até ser afastada por Murillo.

Pressão, pressão e pressão. A Argentina acuou a equipe adversária no campo defensivo e pressionou. A respiração do torcedor acelerou, a calma acabou, mas, no fim de tudo, veio o alívio: aos 49min, quando Ospina cortou cruzamento de escanteio e ficou com a bola nas mãos. Não havia outra melhor maneira de encerrar esse grande duelo do que esta.

FICHA TÉCNICA ARGENTINA 0 (5) X (4) 0 COLÔMBIA

Local: Estádio Sausalito, em Viña del Mar (Chile) Data: 26 de junho de 2015 (Sexta-feira) Horário: 20h30(de Brasília) Árbitro: Roberto García (México) Assistentes: José Luis Camargo e Martin Torrentera (ambos do México) Cartões amarelos: Mascherano, Aguero (Argentina). James Rodríguez, Cuadrado, Arias e Mejía (Colômbia)

Gols: Pênaltis ARGENTINA: Messi, Garay, Banega, Lavezzi e Tevez COLÔMBIA: James Rodríguez, Falcao García, Cuadrado e Cardona

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Otamendi, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia e Pastore (Banega); Messi, Di María (Lavezzi) e Aguero (Tevez) Técnico: Gerardo Martino

COLÔMBIA: Ospina; Arias, Zapata, Murillo e Zúñiga; Mejía, Cuadrado, Ibarbo (Muriel) e James Rodríguez; Jackson Martínez (Falcao García) e Teo Gutiérrez (Cardona) Técnico: José Pekerman

Amazonianarede-ESPN

 

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