Apurinãs vão cobrar pedágio na BR 317 a partir de junho

 

Amazonianarede – Portal do Purus

Boca do Acre, AM – Os problemas que envolvem a BR 317 parecem não ter fim. Quando a população de Boca do Acre acha que já viu de tudo relacionado à estrada que liga o município ao estado do Acre, eis que mais um novo e horrendo capítulo está em vias de ser escrito. O tema da trama agora vai versar sobre a iniciativa dos indígenas que habitam as duas reservas que estão situadas ao longo do lado amazonense da estrada, que afiançam uma futura cobrança de pedágio.

O valor a ser cobrado e o dia exato ainda não foram definidos, mas de acordo com o líder indígena Geraldo Apurinã, a partir de junho haverá uma cancela em uma das áreas que só vai permitir o traslado de veículos mediante pagamento de pedágio.

Além do sofrimento, despesas elevadas com combustível e manutenção dos veículos, os viajantes terão mais este dispêndio no bolso. Isso sem contar que as viagens de táxi e de ônibus ficarão mais caras, uma vez que a empresa que opera no trajeto entre Boca do Acre e Rio Branco e os inúmeros taxistas, repassarão o pagamento da taxa para os passageiros.

A guarita que servirá como posto de cobrança está sendo construída na segunda reserva indígena, no quilômetro 74, no sentido Boca do Acre/Rio Branco. Os indígenas garantem que darão manutenção no trecho da BR.

O taxista Marlon Borges, que há mais de 15 anos trabalha na atividade e sempre fez este percurso, disse essa é uma situação única e que só acontece em Boca do Acre. O taxista não acredita que os indígenas terão condições de dar a manutenção adequada no trecho da estrada. Entretanto, o líder Apurinã garante que assim que iniciar o período de estiagem as máquinas começarão a trabalhar na BR.

Geraldo diz estar ciente da ilegalidade do ato, mas afirma que não irá retroceder na decisão.

Justificativa

Segundo Geraldo, a cobrança de pedágio será realizada em razão de o governo do Amazonas não cumprir o acordo junto com à população indígena. Ainda de conformidade com ele, existe uma exaustão por parte das duas etinias, em ouvirem as promessas do governo e não ter nada de concreto.

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