Aprovadas audiências para apurar rompimentos de adutoras e constantes apagões

Amazonianarede – CMM

Manaus – Após longo debate sobre o rompimento das adutoras nos bairros Compensa e Ponta Negra, ambas na zona Oeste, e a questão dos constantes apagões ocorridos em Manaus, os vereadores apoiaram a realização de uma Audiência Pública para tratar do assunto.

O debate ocorreu durante a Sessão Plenária desta segunda-feira (25) na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

A audiência, solicitada pela Comissão de Serviços Públicos (Conserp/CMM), junto à Comissão de Defesa do Consumidor (Comed/CMM) e a Comissão de Direitos Humanos (COMDIH/CMM), quer tratar das questões com as empresas Manaus Ambiental e Amazonas Energia e pedir que elas apresentem seus planos e metas e solução para os problemas na reunião.

A reunião ocorrerá no dia 5 de abril no Plenário da Casa e terá a participação da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos ao Estado do Amazonas (Arsam), do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e outros órgãos ligados à causa.

O pedido da audiência se deu aos apelos dos moradores da Rua Flores, do bairro da Compensa, onde um dos rompimentos ocorreu. De acordo com as reivindicações feitas pela comunidade, os mesmos se sentem prejudicados não somente pelo rompimento da adutora, mas também pelas constantes quedas de energia, as quais não afetam somente o bairro da Compensa, mas toda a cidade de Manaus.

De acordo com os relatos de alguns vereadores, a população sofre com os prejuízos, é lesada pelas companhias que prestam tais serviços e, por isso, pede que sejam tomadas providências imediatas para o problema.

Prefeito conversa com moradores

Em relação ao problema do rompimento da adutora, o presidente da CMM, Bosco Saraiva (PSD), disse que o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSB) esteve no local para ouvir os moradores e pediu providencias imediatas dos órgãos competentes. Bosco Saraiva pediu aos demais vereadores e às Comissões competentes o apoio total ao caso. “As Comissões que tratam do assunto, o ouvidor e o procurador da Casa, vão reunir com os moradores para que as devidas providências sejam tomadas”, pediu o presidente.

Mais reforço

Em apoio à causa, o vereador Waldemir José (PT) solicitou requerimento ao Ministério Público para que a Manaus Ambiental apresente o Termo de Ajuste de Conduta e cumpra o seu contrato e as metas. “A intenção é fazer um relato sobre uma “guerra” que acontece em Manaus”, disse o parlamentar, comparando os problemas de falta d’água e apagões como “bombas” caindo sobre a população.

Ainda na Tribuna, o parlamentar mostrou fotos de telhados de casas e muros destruídos pelo rompimento da adutora, como resultado da visita aos moradores da Compensa.

O vereador Elias Emanuel disse que a população vive sob um “campo minado” e que a qualquer momento vai estourar outro problema em algum lugar da cidade. O parlamentar questionou também o sistema de segurança da Manaus Ambiental oferecido a população de Manaus e de como seria a forma da população ser ressarcida pelo prejuízo.

A vereadora Professora Jacqueline (PPS) também solicitou a empresa Manaus Ambiental se faça presente na Casa para explicar também as contas de água que chegam todo mês nas residências, sem que os devidos serviços sejam prestados. “Tenho recebido várias reclamações da população que paga todo mês sua conta d’água, mas não tem água na torneira”, criticou a vereadora.

O vereador Wilker Barreto (PHS) discorreu sobre as quedas de energia, justificando que o problema causa o mesmo prejuízo da falta d’água. “Vou solicitar emenda ao Regimento Interno da Casa para a criação da uma Comissão Permanente de Água e Esgoto”, afirmou.

Na mesma linha de discussão em apoio à Audiência, o vereador Professor Samuel (PPS) disse que é preciso discutir os problemas, porém é preciso ter atitude. “Nós precisamos agir”, disse ele observando tanto a questão da água quanto o problema de energia.

O vereador Marcelo Serafim (PSB) também manifestou apoio e disse que as duas prestadoras de serviços de água e energia precisam estar presentes na Audiência Pública para que se seja possível debater os descasos das duas empresas. “Temos um sistema paralelo de abastecimento de água em Manaus, que não depende das adutoras que também precisa ser debatido”, completou.

A vereadora Socorro Sampaio (PP) observou que os problemas da falta de água e quedas de energia continuam. “O que muda são as empresas. Não podemos deixar a população ser enganada. É preciso dar um prazo para resolver os problemas”, destacou a parlamentar, criticando e acrescentando que a falta de energia não justifica o rompimento da adutora.

Para o vereador Mário Frota (PSDB), o rompimento da adutora é um problema antigo e que o mesmo se arrasta desde o tempo da antiga prestadora de serviço a Companhia de Saneamento de Água do Amazonas (Cosama).

Ainda sobre a discussão, o vereador Rosivaldo Cordovil (PTN) reclamou da taxa de esgoto que é cobrada sem os devidos serviços serem prestados. “Como líder do PTN estaremos aqui para apoiar e dar respostas à sociedade”, disse.

Davi Reis (PSDC) questionou às empresas sobre a capacidade de resolver os problemas de água e energia na época da Copa do Mundo, e como ficará a cidade, caso os problemas continuem.

O vereador Professor Bibiano (PT) disse que a situação da falta d’água e energia vem acontecendo há décadas. “São 13 anos de sofrimento. Não temos mais paciência. É preciso resolver os problemas”, argumentou.
Também manifestaram apoio à audiência, os vereadores Felipe Souza (PTN) dizendo que é preciso analisar os contratos da Manaus Ambiental e Amazonas Energia; Marcel Alexandre que propôs convite a profissionais para analisar a CPI da água, já existente na CMM. Ele esclareceu ainda, que as especificações do contrato da Manaus Ambiental não são atendidas, principalmente no que diz respeito aos canos, além da falta de fiscalização rigorosa na prestação de serviços. “Vamos pedir rapidez no andamento do processo contra a Manaus Ambiental, ao Ministério Público”, apelou.

Dr. Gomes (PSD) criticou a proposta da Manaus Ambiental e da Amazonas Energia em pagar indenização aos moradores prejudicados, acrescentando que a situação é vergonhosa. “As empresas deveriam dispensar um ano de pagamento das contas”, concluiu.

Fonte: Dircom/CMM
Fotografia: Robervaldo Rocha/CMM

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