Amazonino faz declarações inéditas e entrevista a Radio CBN

Amazonino Mendes

Amazonino Mendes

Amazonianarede – Redação – CBN-Manaus

Manaus – Em uma longa entrevista concedida a Radio CBN-Manaus, o prefeito Amazonino Mendes que arruma as gavetas para deixar a Prefeitura e passar o cargo ao seu sucessor Artur Neto, falou coisas que nunca antes havia falado à mídia amazonense.

Ele recordou o episódio com a senhora paraense na área de risco, quando pronunciou a frase que ficou famosa “então morra”, e falou de políticos como Eduardo Braga, Alfredo Nascimento, Dilma Roussef, se emocionou ao falar do saudoso ex-governador Gilberto Mestrinho e não quis fazer nenhum comentário sobre o governador Omar Aziz.

O prefeito tratou de assuntos políticos, polêmicas e garantiu que sempre procurou ver de perto os problemas da cidade e do Estado e não apenas de helicóptero. Entre os assuntos polêmicos da entrevista à CBN Manaus, Amazonino procurou esclarecer, por exemplo, o que quis dizer, no bate boca com a mulher paraense com quem ele falou, durante visita a uma área de risco da capital.

De acordo com Amazonino, prefeitos, governadores, presidentes da república em geral, nunca vão normalmente a áreas de risco. Apenas quando ocorre alguma tragédia. “Quando vão é de helicóptero, lá de cima. E eu fui, para cumprir minha obrigação! Se eu não tivesse ido, não teria acontecido nada. E lá, encontrei a cidadã, coitada, sofrida, humilde, sem instrução, migrante do Interior do Pará, e a casa dela estava na iminência de um desabamento. Ela chegou e reclamou. Eu disse ‘milha filha, você vai ter de sair daí’. Ela respondeu que não iria sair. Eu disse, ‘então morra!!, como numa conversa normal.”

Quanto à pergunta “De onde você é?”, à qual Amazonino teve como resposta “do Pará”, e retrucado “então está explicado!!”, a intenção era saber se a mulher fazia parte da comunidade migrante paraense, que ocupa várias áreas de risco, em Manaus. Segundo o prefeito, o que era para ser apenas uma conversa, acabou sendo utilizado maldosamente. “Por outro lado, eu tenho um relacionamento com a cidade de Santarém. Meu pai viveu a infância dele toda lá. Então eu tenho uma relação direta com o Pará! Usaram a declaração como se eu estivesse discriminando, fosse inimigo do povo paraense. E não foi nada disso!”

Numa análise sobre as pessoas com quem se relacionou, Amazonino fez críticas aos senadores Alfredo Nascimento e Eduardo Braga, evitou falar sobre o governador Omar Aziz, e se emocionou ao falar sobre o falecido governador, amigo e mentor,Gilberto Mestrinho.

‘Se procurar todas as palavras do dicionário prá falar de gratidão, respeito e admiração, eu não conseguiria externar o que sinto. E, a medida que o tempo passa, o seu desaparecimento, aumento mais esse sentimento em mim. (chorando) Estou emocionado.”

Alfredo Nascimento

“Um rapaz de origem humilde, mostrou capacidade e competência na minha primeira prefeitura. Isso fez com que me chamasse atenção. Deu a ele muitas, várias funções. E ele terminou sendo prefeito de Manaus e, a partir daí houve uma mudança na cabeça do Alfredo. Ele não estava preparado. Foi muito rápida a ascensão dele. Ele não tinha autocrítica, faltou isso a ele e, quando ele foi convocado para ser ministro, se sentiu o máximo, ficou de sapato alto, passou a ter uma vaidade imerecida.”

Para ilustrar a vaidade que o cargo de ministro acabou despertando em Alfredo, Amazonino fez uma citação ao compositor alemão Richard Wagner. “O grande compositor não pagava ninguém. Quando iam cobrá-lo, ele dizia ‘Não tem que me cobrar não! Eu sou o credor, porque sou um gênio.’ Mas o Wagner tinha razão! Ele era realmente realmente gênio. O Alfredo pensou que era!”

Eduardo Braga

“Inteligente, determinado, tanto que me sensibilizou quando foi meu vice-prefeito e eu o lancei candidato ao governo num momento em que ele estava completamente desesperançado, economicamente numa situação muito difícil. Assumiu o governo e mostrou ausência absoluta de respeito a certas virtudes humanas que acho que são inalienáveis: A gratidão, respeito às pessoas, equilíbrio com relação à coisa pública. Tornou-se vitorioso, mas através de ações que eu jamais praticaria! Não são recomendáveis! Simplesmente fez obras com dinheiro emprestado, endividando o Estado, e com isso se reeleger e se impor! Foi um imperador, fez o que quis! Não quero falar mais sobre isso!”

Dilma Rousseff

“Me decepcionou profundamente como pessoa e como administradora. Eu jurava que a presidente Dilma seria diferente! … Liquidou a Petrobras, está acabando com as empresas brasileiras. A economia está indo cada vez mais p’ra baixo.Existe uma guerra interna, intestina pelo comando do país. Não foi correta comigo, com a cidade de Manaus. Ainda não recebi a verba prometida para a Ponta Negra, e eu a apoiei e não merecia este tratamento!”

Omar Aziz

“Eu não vou falar sobre o governador.”

Amazonino voltou a se emocionar, ao falar com carinho sobre a mulher e esposa, Tarcila Negreiros.

“A mulher da minha vida. Eu não merecia essa mulher! Só tive a ganhar com ela. Era linda, brilhante, cobiçada, fantástica! Vivemos uma vida muito bonita, mas, depois, tive de cumprir as tarefas de governo, a vida foi nos afastando, mas sempre tivemos um relação espiritual, de amor e respeito mútuo.”

A entrevista de Amazonino também pode ser acompanhada na reprise do programa CBN Manaus, na TV Tiradentes, canal 13, na NET, e canal 20, na tv aberta.

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