Amapá gasta mais do que arrecada

Macapá – O Amapá e mais seis estados – Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Acre e Roraima –, além do Distrito Federal, contabilizaram déficit primário no ano passado.

Isso significa que a arrecadação de impostos e outras receitas não financeiras foram incapazes de cobrir as despesas com pessoal, ações sociais, custeio e investimentos.

Os gastos dos estados têm se elevado, e esse foi o pior resultado desde 1999, um ano antes da aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, que passou a limitar dívidas. A poupança para o abatimento das dívidas caiu de 0,72% para 0,36% do PIB.

Em 2011, apenas Pernambuco e Sergipe haviam fechado no vermelho. Quinze anos atrás, o número de deficitários chegava às duas dezenas, o que impulsionou a adoção da legislação para o controle dos resultados fiscais.

Nos últimos anos, com apoio do governo federal, a atual gestão de governadores reduziu o aperto nas contas dos estados aos menores níveis desde o ano anterior à aprovação da lei. Mas gastos em expansão e estímulos oficiais à aceleração das obras e outros investimentos fizeram cair pela metade, ao longo de pouco mais de um ano, o montante poupado dos orçamentos para o abatimento de dívidas.

Enquanto a economia e a arrecadação de impostos crescem em ritmo mais lento, o governo Dilma tem elevado as possibilidades de endividamento dos estados e oferecido financiamento para obras públicas. As informações são do jornal Folha de São Paulo. O maior déficit do país, de R$ 1,1 bilhão, foi contabilizado em Pernambuco, onde Eduardo Campos (PSB) ensaia deixar a aliança nacional com o PT e se lançar candidato ao Planalto em 2014.

Fonte – Diário do Amapá

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