Agora é lei: Utilizar substâncias químicas para apressar o amadurecimento frutas está proibido

17-12tucumaManaus – O uso do carbureto de cálcio (CaC2) e substâncias químicas similares, no processo de amadurecimento de frutas, está proibido, partir de agora, em Manaus.

O carbureto de cálcio é muito usado em Manaus, principalmente por comerciantes que exploram o serviço de café da manhã regional, no amadurecimento do tucumã, fruta largamente utilizada na confecção de sanduíches, em panificadoras e barracas, muitas vezes sem nenhuma fiscalização da Vigilância Sanitária.

A Lei 1.945, que trata da proibição, foi sancionada pelo prefeito Arthur Virgílio Neto e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) da última segunda-feira (15).

De autoria do vereador Sildomar Abtibol (PRP), a medida defende o processo de maturação normal das frutas. Além do tucumã, o carbureto de cálcio também é bastante usado no amadurecimento da banana, mamão papaia, manga, abacaxi e outros frutos.

Estudos recentes levantam a hipótese de que o produto pode ser nocivo à saúde, contendo substâncias cancerígenas.
De acordo com a Lei, a empresa, produtor autônomo e quaisquer pessoas identificadas como fornecedores, e ainda os estabelecimentos comerciais distribuidores que forem flagrados vendendo frutas amadurecidas pelo uso do CaC2 vão ser multados.

A multa vai ter valor mínimo de 15 Unidades Fiscais do Município de Manaus (UFMs), triplicando o valor no caso de primeira reincidência e cassação do Alvará de Funcionamento, em caso de uma segunda reincidência.

Risco de morte

No ano passado, a estudante parintinense Karina Fonseca da Silva, de 17 anos, morreu, após tomar um lanche que continha tucumã supostamente amadurecido com o uso da substância. Ela internada seguidas vezes, nos hospitais de Parintins, com fortes dores no estômago, vômito e diarréia. Karina ingeriu cerca de quatro tucumãs. Familiares da estudante, que também consumiram a fruta contaminada tiveram de ser internadas com os mesmos sintomas.

Na mesma semana, outras seis pessoas deram entrada no Hospital Padre Colombo, de Parintins, com sintomas parecidos.

Amazonianarede – Semcom

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