
Manaus, AM – Devido a ausência dos advogados Felix Valois Coelho Junior e Catharina de Souza Cruz Estrela, o julgamento do ex-procurador-geral de Justiça do Amazonas Vicente Cruz, acusado de planejar o assassinato do ex-procurador, hoje ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, foi adiado na manhã desta sexta-feira (6). O julgamento foi remarcado para o dia 6 de novembro.
Ontem, a defesa entrou com um habeas corpus, alegando que não houve acesso a todas as provas. O recurso foi negado pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Ari Moutinho.
Hoje, o réu, Vicente Cruz, chegou a comparecer ao plenário do Fórum Henoch Reis e informou ao juiz Anésio Rocha Pinheiro, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, sobre a ausência dos advogados.
O juiz designou que no julgamento a Defensoria do Estado seja designada a participar do processo, caso os advogados não compareçam. Uma notificação será enviada a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) sobre o não comparecimento da defesa do réu.
O procurador geral de prerrogativas da OAB-AM, Alan Johnny Sá, esteve no plenário e afirmou que os advogados não compareceram porque não obtiveram acesso a todos os documentos necessários para a defesa.
Caso
Cruz foi denunciado em maio de 2013, por tentativa de homicídio qualificado mediante pagamento ou promessa de recompensa, crime de formação de quadrilha e bando armado. Verificou-se a comprovação dos indícios de homicídio tentado.
Quatro réus já foram julgados em junho de 2016. Maria José Dantas da Silva, Jane da Silva Santos, Lenilson Braga Silveira e Osvaldo Silva Bentes foram condenados a penas que variam de 12 a 16 anos de prisao6e recorreram da decisão.
Quanto ao réu Elson dos Santos Moraes, o seu processo encontra-se em fase de recurso.
Amazonianarede-AC