“Acorda Juruti” elabora documento de reivindicações

Juruti, PA – Durante a audiência pública, realizada pelo movimento ‘Acorda Juruti’, naquele município, região oeste do Pará, um documento com uma lista de reivindicações foi elaborado.

O movimento realizou o encontro com o objetivo de solicitar a empresa de exploração de bauxita Alcoa S.A que esclareça quais os investimentos levados ao município desde a implantação no local.

As reivindicações foram entregues ao Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e como representantes da Alcoa não compareceram, uma cópia do documento foi encaminhada a empresa.

Em nota a Alcoa esclareceu que sempre esteve e permanece aberta ao diálogo. A Companhia reiterou que a Mina de Bauxita de Juruti foi implantada e opera em total acordo com as exigências legais, cumprindo os compromissos voluntários assumidos desde as audiências públicas na etapa de licenciamento do empreendimento.

A nota afirma que entre os anos de 2006 e primeiro trimestre de 2013, a Alcoa fez o recolhimento de R$ 427 milhões em tributos, impostos e compensações nas esferas municipal, estadual e federal. Somente ao município de Juruti foram destinados R$ 167 milhões deste total. A empresa pagou ainda R$ 18 milhões a título de participação no resultado da lavra aos superficiários das áreas mineradas, por intermédio da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (Acorjuve) e investiu cerca de R$ 80 milhões na área socioambiental, por meio da Agenda Positiva, Fundo Juruti Sustentável e 58 projetos sociais promovidos pelo Instituto Alcoa. Somente no ano passado, a empresa fez compras da ordem de R$ 148 milhões de fornecedores paraenses, sendo deste total R$ 52 milhões em Juruti.

A empresa enfatizou que entende que diante do volume de recursos financeiros e de iniciativas socioambientais que foram destinados a Juruti, por meio de órgãos públicos e associações de natureza civil, a questão que se coloca à sociedade é a discussão da sustentabilidade do município, englobando a gestão e as políticas públicas.

Por reconhecer que o município já dispõe de um mecanismo legítimo para o debate de tais pautas, o Conselho Juruti Sustentável (Conjus), a Alcoa optou por não comparecer a reunião realizada ontem, mas garantiu que continuará a participar ativamente do Conselho, que terá sua próxima reunião no mês de junho.

Por fim, a Alcoa afirmou que até o momento não teve acesso a qualquer documento resultante da reunião e que por isso não é possível comentar seu o conteúdo.(Fonte: Via e-mail)

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