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Imagens de Henry Borel morto, fazem Monique passar mal em julgamento

(Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil) Fonte: D24am. Leia mais em https://d24am.com/saude/mais-de-meio-milhao-de-pessoas-bloquearam-acesso-a-sites-de-apostas/

O médico legista falava sobre as lesões de Henry enquanto fotos da criança apareciam na tela

Rio de Janeiro – Monique Medeiros, mãe do pequeno Henry Borel, 4, e ré no processo pela morte da criança, ao lado do ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, passou mal e precisou de atendimento médico emergencial. Ela se sentiu mal durante o depoimento do médico legista aposentado e perito Luiz Carlos Leal Prestes. A testemunha falava sobre as lesões de Henry enquanto fotos da criança apareciam na tela.

Monique e Jairinho respondem por homicídio qualificado, tortura e outros crimes cometidos em 2021. A acusação do Ministério Público sustenta uma dinâmica cruel: o ex-vereador agredia a criança e a mãe, sabendo de tudo, omitiu-se.

O momento de maior tensão ocorreu durante o depoimento do médico legista aposentado e perito Luiz Carlos Leal Prestes. Enquanto a testemunha detalhava minuciosamente a gravidade das lesões que tiraram a vida do menino, fotos do corpo de Henry eram projetadas nos telões do plenário.

Ao ver o rastro da violência estampado nas imagens, Monique desabou. Amparada por advogados, ela precisou receber socorro de uma equipe de saúde do Tribunal de Justiça do Rio. Diante do abalo emocional, a ré foi dispensada do restante da sessão e só deve retornar ao tribunal neste sábado (30). O julgamento, no entanto, seguiu sem interrupções.

Em um depoimento contundente que emocionou os presentes, o médico legista deitou por terra as principais teses da defesa de Jairinho que tentava justificar a tragédia como um acidente doméstico ou como consequência de um erro nas manobras de reanimação no hospital.

“Houve um homicídio por espancamento, esse menor chegou sem vida a esse hospital. A multiplicidade de lesões em sítios diferentes fez com que, inequivocamente, se concluísse que essa criança foi agredida e por isso houve a hemorragia interna”, afirmou o perito Luiz Carlos.

De forma técnica, mas comovente, o especialista definiu o sofrimento do menino antes de partir: uma morte “lenta, agônica e progressiva”. Henry apresentava nada menos que 17 lesões externas, inclusive na cabeça, além de uma grave laceração no fígado que causou hemorragia interna ainda em vida.

Com apenas dez testemunhas ouvidas até o momento, a previsão é de que os trabalhos no Tribunal do Júri se estendam por mais uma semana.

Após a conclusão dos depoimentos dos peritos, o plenário ainda ouvirá outras testemunhas de acusação, incluindo um depoimento que promete ser carregado de dor: o de Leniel Borel, pai de Henry, que luta por justiça desde a perda do filho. Na sequência, serão ouvidas as testemunhas de defesa e, finalmente, os réus Jairinho e Monique serão interrogados antes que o Conselho de Sentença defina o veredicto.

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Por D24 Portal d24am

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