Vigilância reforçada contra doenças da vazante em Manaus

Com a descida das águas do rio Negro, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) vem redobrando os cuidados com a saúde da população que foi atingida pela cheia.

Neste período de vazante, aumenta o risco da contração doenças causadas por vírus, bactérias e parasitas presentes na água contaminada juntamente com o lixo e a sujeira trazidas pelas águas que se acumulam no solo e ficam em contato com as pessoas.

As doenças mais suscetíveis a serem contraídas na vazante, informou o secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, são hepatites A e E, leptospirose, febre tifóide, verminoses, gastrenterites, dermatites (doenças de pele), conjuntivites e doenças diarreicas. ” Além dessas doenças, as pessoas ficam mais expostas a acidentes com animais peçonhentos (serpentes, aranhas e escorpião)”, disse.

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Dveam), enfermeira Angélica Tavares, o risco de transmissão de doenças se eleva no período da vazante por vários motivos, entre eles, a alta concentração na água de agentes infecciosos e coliformes fecais o que favorece o surgimento de infecção a partir do contato.

A equipe da Semsa, formada por profissionais da Estratégia Saúde da Família, vem realizando um trabalho de prevenção de doenças com ações educativas e de promoção à saúde, especificamente, nas zonas Sul (Raiz, Presidente Vargas, São Geraldo, Betânia e Educandos) e Oeste (São Jorge, Glória, Santo Antonio e São Raimundo) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), comunidades, feiras livres e áreas portuárias, além da distribuição de hipoclorito de sódio para a purificação caseira da água para consumo humano (pingar duas gotas de água sanitária para cada litro de água) e de soro para hidratação oral. Além disso, os agentes comunitários de saúde também orientam sobre os cuidados com o manuseio do lixo e a limpeza da casa e do quintal.

A enfermeira Angélica Tavares explica que as doenças da vazante são as mesmas que circulam no período de cheia, as chamadas doenças de veiculação hídrica. No período de janeiro a julho deste ano, ocorreram em Manaus 26.363 casos notificados de doença diarréica aguda. Desse total, o maior número de casos ocorreu no Alvorada (zona Oeste) com um total de 2.036 casos (7,73%), em segundo lugar, o bairro da Cidade Nova (zona Norte) com 1.959 casos (7,43%), seguido de perto pelo bairro da Redenção (zona Oeste) com 1.930 (7,32%). Os casos dessa doença tiveram mais prevalência em janeiro com 5.529 casos, em segundo lugar, o mês de março com 3.898 casos, e em seguida o mês de abril com 3.882 casos de doença diarréica aguda notificados.

Outra doença que teve um grande número de casos notificados, no período de janeiro a julho de 2013, foi a hepatite A com 135 notificações, sendo o mês de março o mês com o maior número de casos registrados (28), seguido do mês de abril com 26 casos. O bairro onde ocorreu maior número de casos foi a Cidade Nova (zona Norte) com 25 casos (18,5%), em segundo lugar aparece o bairro Jorge Teixeira (zona Leste) com 12 casos (8,9%), seguido da Compensa (zona Oeste) com 6 casos (4,5%).

(Reportagem: Luciete Pedrosa)

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