Ver-o-Peso um marco na história e no turismo de Belém comemora 385 anos

Amazonianarede – Redação e informações de Denise Coutinho 

Belém, PA – Uma das maiores atrações para os turistas que visitam a capital paraense, Belém, é o tradicional e histórico Mercado do Ver-o-Peso, na orla central de Belém, está comemorando neste dia 25 385 anos de fundação, historia e de muito orgulho para os paraenses.

Devido a tudo isso, o Ver-o-Peso, se transformou ao longo dos anos numa das maiores e mais fotografadas atrações turísticas do Pará, além de ser considerado como o maior mercado livre da América Latina, com muitas tradições, costumes e cheiros. 

O mercado Ver-o-Peso, em Belém, comemora 385 anos neste domingo (25). Considerado o maior mercado ao ar livre da América Latina, o Ver-o-Peso é um dos maiores pontos turísticos do Pará, e reúne costumes, tradições, cheiros e sabores do estado do Pará.

Dados colhidos junto a Secretaria de Finanças do Município de Belém, circulam diariamente pelo Mercado do Ver-o-peso, cerca de 1,5 milhão de pessoas, em uma área de 35 mil m², onde se aglomeram mais de cinco mil trabalhadores oriundos das mais diferentes cidades interioranas do Pará e de outros estados atuando na venda de frutas, verduras, legumes, pescado, carne, frangos, ervas, comidas típicas, com o tradicional pato no tucupi, açaí, roupas, artesanato e outros variados produtos regionais.

Diz a história, narrada um pouco por Denise Coutinho, que o mercado Ver-o-peso foi criado em 1688 pelos portugueses, com finalidade de controlar os produtos que saiam de Belém e também os que eram comprados.

Neste mercado, pesavam-se os produtos para calcular um imposto de exportação, daí o nome: “ver o peso”, que a população soube preservar durante 300 anos de tradição.

História e economia

O mercado foi ponto de partida de muita história social, econômica e política, foi deste porto, que em meados do século XIX, pudemos observar os primeiros carregamentos de borracha da Amazônia, e também as sementes de seringueiras que foram levadas à Malásia. Muitos povos, como libaneses, sírios, italianos, também desembarcaram neste porto atrás das riquezas que a borracha trazia para aquela região.

Por conta do ciclo da Borracha, devido ao grande resultado financeiro da exploração das seringueiras na região, luxuosas construções ficaram marcadas em sua história, a região Norte era chamada de Paris dos Trópicos. De acordo com dados da Embratur “a cidade é uma síntese da cultura e história paraenses. Seu centro histórico mantém prédios históricos dos séculos XVII a XIX, como o Teatro da Paz, a recém restaurada Casa das 11 Janelas, o Forte do Castelo e o conjunto de casarões e igrejas da Cidade Velha”.

Segundo Caruso (2000, p.129) “Símbolo de Belém e da borracha, talvez ainda mais importante que o Teatro da Paz, o mercado Ver-o-Peso é um prédio de 1900, importado inteiro da Inglaterra […]. A única diferença é que em vez de óperas, vende peixe”.

De acordo com Bassalo (1993, p.19) “o expressivo patrimônio arquitetônico do estado ainda guarda consigo o reflexo de seus colonizadores […] o ecletismo da época da borracha (teatro, cinema, sobrados, solares, chalés) têm sobrevivido graças a ações de natureza isolada”.

Símbolo

Também é consideradum um símbolo para a história paraense, o Ver-o-Peso é também o maior mercado livre da Améca Latina um dos símbolos que mais representam o povo e a cultura paraense.

É considerado um Cartão Postal de Belém, um misto de misticismo, ervas medicinas, e muita tradição da população local, pode-se dizer que o mercado é um importante museu vivo com práticas culturais, no qual está reproduzido o modo de vida da população desta região.

Segundo dados da Embratur o Mercado Ver-o-Peso é uma imensa feira com um número considerável de barracas em torno de antigas construções, onde se vende produto típico da Amazônia. Lá podemos encontrar frutas regionais, ervas medicinais, comidas típicas, artesanato, raízes e muito peixe, trazidos dos barcos que aportam no Mercado direto.

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