
Menos de 24 horas após o início da vigência, o Estreito de Ormuz foi novamente fechado por Teerã
EUA – O acordo de trégua de 15 dias anunciado por Estados Unidos e Irã nesta terça-feira (7) enfrenta um colapso iminente. Menos de 24 horas após o início da vigência, o Estreito de Ormuz foi novamente fechado por Teerã, enquanto ataques mútuos no Líbano e no Golfo Pérsico marcam o que as autoridades iranianas já classificam como o rompimento do cessar-fogo.
O pacto mediado pelo Paquistão previa a interrupção dos ataques de Israel e EUA ao solo iraniano em troca da reabertura de Ormuz — via por onde circula 20% do petróleo mundial. No entanto, o cenário nesta quarta-feira (8) é de escalada:
Bloqueio Marítimo: O Irã reabriu o estreito por apenas algumas horas, voltando a fechá-lo nesta tarde alegando violações estrangeiras.
Massacre no Líbano: Israel realizou bombardeios intensos em território libanês, deixando 254 mortos e 830 feridos. Enquanto o Irã afirma que o Líbano estava incluído na trégua, Donald Trump e Israel negam qualquer compromisso de pausar o combate ao Hezbollah.
Ataques no Golfo: Arábia Saudita e Kuwait denunciaram ataques de mísseis e drones iranianos mesmo após o início da trégua. Em contrapartida, Teerã afirma que ilhas iranianas foram alvos de ataques.
Impasses Diplomáticos e o Plano de 10 Pontos
A base das negociações, um plano de 10 pontos apresentado pelo Irã, tornou-se o centro de versões conflitantes entre Washington e Teerã
A agência Associated Press identificou disparidades críticas nos documentos: a versão em língua persa do plano iraniano mencionava explicitamente a “aceitação do enriquecimento” nuclear, trecho que foi omitido nas cópias em inglês entregues a diplomatas e jornalistas ocidentais.
Apesar das violações e do fechamento da via marítima, ainda está agendada uma reunião entre delegações em Islamabad, no Paquistão, nesta sexta-feira (10).
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Da Redação Portal d24am



