
A defesa do suspeito da morte da líder comunitária da comunidade Portelinha, em Iranduba, Maria das Dores Salvador Priante, a “Dora”, Adson Dias da Silva o “Pinguelão” entrou com pedido de relaxamento da prisão preventiva dele alegando a incompetência do juízo da Comarca de Manacapuru (a 80 quilômetros de Manaus) para julgar o caso.
O pedido está para a apreciação do Ministério Público que até o final da tarde de hoje (27) ainda não tinha dado o seu parecer.
Por telefone, o advogado de Pinguelão, Carlos Ribeiro disse que está aguardando a decisão do juiz Aldrin Henrique que deverá sair a qualquer momento. Para o advogado, o julgamento do caso da morte da líder comunitária é de competência da justiça do município de Iranduba, onde as partes – vítima e suspeitos – residiam e onde os moradores tinham o conhecimento das discórdias entre os dois.
A líder comunitária foi executada com 12 tiros de pistola PT ponto 40, arma de uso restrito das policiais Civil, Militar e Rodoviária Federal, e o corpo encontrado no dia seguinte no ramal Santa Luzia, no km 52 da rodovia AM-070, próximo ao município de Manacapuru.
De acordo com informações da polícia de Iranduba ela foi sequestrada da sua própria casa, por volta das 18h30, na comunidade Portelinha, por cinco homens ainda não identificados.
A vítima foi encontrada com as mãos amarradas com uma braçadeira plástica e marcas de agressão pelo corpo. Os tiros atingiram a cabeça, o pescoço, abdômen e membros inferiores.
Causas políticas
Segundo a polícia, o crime foi motivado por disputa por terras e pela liderança da comunidade. Familiares também contaram que a briga por terras na comunidade Portelinha é muito grande e que Pinguelão sempre vendeu lotes de terra irregularmente. O advogado de Pinguelão afirma que a prisão dele tem causas políticas e disse que vai provar a inocência de seu cliente. ACRÍTICA ONLINE