Seminário discute alternativas para prevenção do uso de drogas

Começou nesta segunda-feira (31) e acontece até a próxima quarta-feira (02), o 1º Seminário ‘Prevenção às drogas sob um olhar multidisciplinar’, no auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), proposto pelo deputado estadual Marco Antônio Chico Preto (PMN).

Durante os três dias os participantes de entidades governamentais, municipais e religiosas participarão de mesas redondas, workshops e palestras, discutindo alternativas de prevenção ao uso de drogas. Ao final dos três dias de encontro será elaborado um documento sintético sobre as soluções apresentadas.

Na abertura do evento na manhã desta segunda-feira (31), o Coral da Assembleia fez uma apresentação para os representantes de órgãos como o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), Polícia Militar (PMAM), Polícia Civil (PC), Arquidiocese de Manaus, Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (Ieadam), além do deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), entre outros.

O autor da iniciativa, deputado Chico Preto, destacou a intenção do evento em anelar os discursos em torno da prevenção. “Queremos discutir a possibilidade de um caminho comum entre as entidades aqui representadas para que juntos cheguemos a uma solução de prevenção eficaz, pois o que percebemos hoje é que cada órgão, cada organização toma a medida que julga mais adequada, gerando várias vertentes”, afirmou.

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Amazonas, Francisco Cruz, declarou que a Assembleia inaugura um novo tempo com a realização do evento. “Hoje a Assembleia vai além dos limites do Legislativo e adentra na esfera social, discutindo este tema fundamental”, afirmou.

Sobre os programas de prevenção existentes nas polícias Civil e Militar, os representantes dos programas Pró-Vida e Formando Cidadãos, respectivamente, citaram a disseminação das drogas como um problema social que pode ser evitado com uma boa formação familiar. O coordenador do Programa Formando Cidadãos, coronal Wanderley Yokohama, propôs uma reflexão familiar. “Na maioria das vezes a responsabilidade da educação das crianças é dada para a escola, mas a educação começa no seio da família, dentro de casa”, declarou.

Da mesma forma, o coordenador do Programa Pró-Vida, Renato Elias, destacou que a responsabilidade sobre a prevenção não é exclusiva das polícias. “Não são as polícias que vão acabar com o uso das drogas, porque a droga é um flagelo social”, avaliou.

Foto: Elisa Garcia Maia/Aleam

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