Seduc e Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro premiam estudantes

Manaus – Nesta segunda-feira, 24 de junho, os estudantes da rede pública estadual, Joelma Moreira Belas Torres e Alex Rodrigues de Souza foram premiados como vencedores do concurso estadual de redação alusivo ao Mês do Mestiço e do Caboclo. O concurso educativo foi promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em parceria com o Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (Nação Mestiça).

O evento foi realizado no auditório Belarmino Lins, da Assembleia Legislativa do Estado, durante o 6º Seminário sobre a Identidade Mestiça. A cerimônia contou com a participação da secretária executiva de educação adjunta do Interior, Oceania Rodrigues Dutra, da coordenadora estadual do Movimento Nação Mestiça, Elda Alves e da presidente da Associação Gilberto Freyre, Sônia Maria Freire Pimentel (filha do sociólogo, antropólogo e escritor Gilberto Freyre).

Realizado anualmente, na edição de 2013 o concurso de redação mobilizou estudantes do 9º ano do ensino fundamental e de todas as etapas do ensino médio, matriculados na rede pública da capital e do interior do Amazonas. Com o tema “Terra de Mestiço” o concurso teve como objetivo suscitar junto aos estudantes uma reflexão acerca da pluridiversidade cultural brasileira, contribuindo com o resgate das diversas manifestações culturais existentes no país.

Vencedora do concurso no segmento ‘Ensino Fundamental’, a aluna Joelma Moreira Belas Torres, 13, estudante da escola estadual de Tempo Integral Marquês de Santa Cruz (Manaus) foi premiada com uma bolsa de estudos em Língua Estrangeira no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (ICBEU).

Para ela, a iniciativa do concurso permitiu aos estudantes amazonenses um aprofundamento acerca do tema. “Pela programação organizada por nossa escola tivemos a oportunidade de pesquisar sobre o tema e participar de oficinas de redação. Na minha dissertação procurei mostrar a importância da diversidade cultural para a formação do nosso país”, informou Joelma.

Na categoria ‘Ensino Médio’ o vencedor do concurso educativo foi Alex Rodrigues de Souza, 18, estudante do ensino médio da escola estadual Nossa Senhora das Dores (Eirunepé).

Orgulhoso pelo destaque recebido em nível estadual, Alex comentou que em sua redação, procurou retratar o cotidiano da população do interior do Amazonas. “Foi uma grande satisfação poder escrever sobre o cotidiano do nosso povo. Procurei mostrar, por meio do meu texto, o valor das pessoas interioranas, em especial as ribeirinhas, enfatizando a importância delas para a sociedade amazonense”, destacou.

O reconhecimento conferido aos estudantes também foi fruto do acompanhamento e trabalho desenvolvido por seus professores em suas escolas de origem.

Jhomara Soares é professora de Língua Portuguesa da escola estadual de Tempo Integral Marquês de Santa Cruz, em Manaus. Ela conta que para auxiliar os estudantes que se interessaram em participar do concurso a escola organizou oficinas de redação. “Sabemos que concursos como este conseguem motivar os estudantes.

Assim sendo, organizamos oficinas com as turmas do 9º ano e orientamos os jovens no trabalho de pesquisa e elaboração dos textos dissertativos em um trabalho que envolveu análise de textos e colaboração de professores de outras disciplinas como a de História. Acredito que o resultado foi satisfatório”, comentou a professora.

Apesar de recém contratada, a professora Anne Hellen Vieira, que leciona a disciplina de Língua Portuguesa na escola estadual Nossa Senhora das Dores, no município de Eirunepé (distante 1.160 Km de Manaus) já colhe os frutos de seu trabalho desenvolvido junto aos alunos. Segundo ela, sua escola já tem tradição no desenvolvimento de projetos relacionados à escrita. “A conquista do aluno Alex Rodrigues de Souza no concurso é fruto de um trabalho desenvolvido com entusiasmo pela comunidade escolar de Eirunepé. No ano passado também tivemos um casal de alunos classificados como finalistas nas Olimpíadas Nacionais de Língua Portuguesa e continuaremos firmes nesse propósito de valorizar e favorecer o talento dos estudantes”, comentou a professora.

A secretária adjunta do Interior da Seduc, Oceania Rodrigues Dutra, durante a cerimônia, parabenizou os estudantes e seus professores pela conquista e disse que, assim como neste concurso que mobilizou a comunidade escolar da capital e do interior, a Seduc se prontificará em participar de atividades que enalteçam a democracia e colaborem com o combate a todas as formas de discriminação.

Seminário – Promovido na manhã desta segunda-feira (24) no auditório da Assembleia Legislativa do Estado, o 6º Seminário sobre a Identidade Mestiça contou com a participação de 200 professores que lecionam a disciplina de História nas escolas da rede pública estadual de educação.

O encontro suscitou um debate sobre a temática da miscigenação e pluralidade cultural brasileira e foi organizado com palestras do doutor em Antropologia Social e Etnologia, Jean-François Véran; da doutora em Antropologia Social, Yvonne Maggie, do doutor em Demografia, José Eustáquio Diniz Alvez, do mestre em Antropologia, Edward Mantonelli Luz e da presidente da Fundação Gilberto Freyre, Sonia Maria Freyre Pimentel.

(Agecom) 

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