Saúde do Pará já conta 17 mortes por gripe A em 2013

Belém – De janeiro até a última quarta-feira (26), segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), foram notificados 588 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Pará, com 218 resultados positivos, sendo 98 para o vírus H1N1.

A chamada gripe A já provocou 17 mortes no Pará, segundo a Sespa. Leila Flores, chefe da divisão de vigilância epidemiológica da secretaria, diz que o número de notificações está caindo e que o principal medicamento para tratar dos casos severos de gripe, o Tamiflu, está em estoque e é disponibilizado gratuitamente. Segundo Flores, independente de a doença estar controlada, vigilância e prevenção são importantes.

Segundo a farmacêutica-gerente Ana Paula Barros, a procura pelo álcool em gel está grande na farmácia em que trabalha. “Às vezes, vem avós comprar para os netos levarem para a escola. A maior preocupação é dos pais que compram as unidades pequenas e colocam nas bolsas dos filhos. As unidades grandes quem compra mais são profissionais para levarem para empresas ou consultórios médicos”, explica.

Já Elaina Oliveira, farmacêutica de outro estabelecimento, informa que a procura pelos produtos não está tão intensa. “Ao menos na farmácia em que eu trabalhava, a procura não era tão grande. O que saia mais era o de 500 ml geralmente para as pessoas levarem para o local de trabalho”, conta.

Hábitos

Segundo Leila Flores, hábitos como utilizar o álcool em gel, manter as mãos sempre limpas e evitar dividir utensílios domésticos e ambientes fechados com pessoas gripadas ajudam na prevenção de síndromes respiratórias. “Independente de ser surto ou não, são medidas de proteção que devem ser seguidas.

Apresentando sintomas de gripe, a pessoa deve procurar repousar em casa e ir ao médico para que ele prescreva a medicação adequada”, orienta.

Segundo chefe da divisão de vigilância epidemiológica, a consulta clínica é importante também porque ajuda a secretaria a monitorar novos casos e controlar possíveis surtos. Segundo a Sespa, dos casos de SRAG registrados este ano, cinco casos foram de H3N2, 18 de Influenza B, seis de Influenza A inconclusivo e 91 para outros vírus sazonais. As síndromes respiratórias graves provocaram até a última quarta-feira 28 mortes.

Segundo Leila Flores, o Estado mantém vigilância constante no controle de novos casos severos de SRAGs e que, com a chegada do verão, a chefe da divisão de vigilância epidemiológica diz que o número de notificações está caindo.

“Qualquer caso de óbito, independente da natureza, é preocupante. Mas nos casos que evoluíram para óbito, os pacientes possuíam doenças de base. Dificilmente alguém morre por ter gripe, independe de qual tipo for.

Geralmente o que ocorre é que o vírus consome o sistema imunológico de alguém que já esteja com a imunidade abalada”.

(Diário do Pará) 

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