São Paulo encara o Tigre na final da Copa Sul-Americana

São Paulo – No último dia 7, o São Paulo completou quatro anos sem conquistar um título – o último foi o Campeonato Brasileiro de 2008, que encerrou um ciclo vencedor que ainda teve outros dois do Nacional, o Campeonato Paulista, a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes da Fifa. Depois uma série de turbulências, reformulações, trocas de técnico e muito sofrimento, a equipe está a uma vitória simples de encerrar o jejum. O duelo será contra o Tigre, nesta quarta-feira, às 21h50, no Estádio do Morumbi, na partida decisiva da Copa Sul-Americana. O jogo tem todos os ingredientes de uma para grande noite para a torcida do São paulo: decisão contra um rival argentino, estádio lotado, temperatura agradável e a possibilidade de dar adeus a um jovem ídolo que ganhou os torcedores em apenas dois anos: Lucas fará seu último jogo pelo clube antes de se transferir para o Paris Saint-Germain, em janeiro, e quer dar adeus levantando o troféu.

A festa só não será completa porque Luis Fabiano foi expulso no primeiro jogo e dará lugar a Willian José. Se o confronto na Argentina escancarou a enorme diferença técnica entre os dois times, o sinal de alerta ficou aceso no Morumbi. A exemplo do que aconteceu contra Universidad Católica e, especialmente, diante da LDU de Loja, a equipe não conseguiu criar alternativas para romper a forte marcação e teve pouquíssimas chances de gol. E a expectativa é de que o cenário se repita novamente nesta quarta. O técnico Néstor Gorosito deve apostar suas fichas no congestionamento do meio de campo e tentar surpreender os donos da casa nas jogadas de bola aérea. Apesar de valorizar o adversário, tanto o técnico Ney Franco quanto os jogadores não negam que o São Paulo é o favorito a ficar com o título. “A responsabilidade é toda nossa, temos de entrar em campo pensando só no título e precisamos usar todas as armas. Mas precisamos ficar atentos porque temos muitos exemplos de times tecnicamente inferiores que foram campeões”, disse o treinador.

Ney Franco já se viu no outro lado e sabe bem como é possível surpreender uma grande equipe jogando fora de casa. “Eu vivi isso em 2005, quando fui campeão mineiro comandando o Ipatinga contra o Cruzeiro, no Mineirão, diante de 70.000 pessoas”, alertou o treinador. Controlar os nervos não será apenas uma chave para encontrar o caminho dos gols. Os jogadores precisarão mais uma vez enfrentar o jogo duro – muitas vezes até desleal – dos argentinos para não cair no erro de Luis Fabiano, que foi expulso de maneira tola em Buenos Aires. “Queremos uma equipe que se concentre em jogar futebol, independentemente da postura do adversário. Precisamos pegar o exemplo de jogadores que apanharam muito, foram provocados e resistiram. Todos precisam seguir o exemplo”, disse o técnico. Lucas, que conseguiu manter a calma em Buenos Aires, pensa não só em escapar das faltas dos argentinos como também marcar um gol em sua despedida. “Espero que consiga. Mas quero mesmo é ajudar a equipe a vencer. Não importa quem faça o gol, quero ter o sentimento maravilhoso de levantar um troféu.”

(Com Estadão Conteúdo e agência Gazeta Press) 

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