Salário de R$ 35 mil não atraí ortopedistas para o Maranhão

Maranhão – Para preencher as vagas destinadas a médicos nas regiões onde faltam especialista, o Ministério da Saúde estuda formas de contratar profissionais estrangeiros. Especialistas. Eles trabalhariam por um período limitado e apenas nas áreas mais carentes.

A Organização Mundial de Saúde recomenda o mínimo de um médico para cada mil habitantes.

No Diário Oficial, existem quatro para cada mil moradores. Uma realidade bem diferente do que se vê pelo resto do país. O município de Açailândia, no Maranhão, enfrenta dificuldade para preencher uma vaga de ortopedista com salário de R$35 mil. O Conselho Federal de Medicina e o Conselho de Medicina de São Paulo realizaram um estudo para tentar entender essa diferença.

“Faltam médicos nos pequenos municípios, faltam médicos em vários serviços do Sistema Público de Saúde e até mesmo em planos de saúde que tem uma rede credenciada muito restrita”, diz o coordenador da pesquisa Demografia Médica, Mário Scheffer.

Em outubro de 2012, de acordo com registros dos Conselhos Regionais de Medicina, o número de médicos no país chegou a mais de 388 mil, dois profissionais para cada mil brasileiros. Trinta e dois anos antes, esta proporção era de 1,15. A região Norte é a que tem proporcionalmente menos profissionais: 1,01 para cada mil habitantes.

No Nordeste, a proporção é de 1,23. No Centro-Oeste são 2,05 e no Sul, 2,09. O Sudeste é a região com mais médicos: 2,67 para cada mil habitantes. Apesar disso, este aumento no número de profissionais não garantiu atendimento em todas as regiões do país. No Amapá, o índice é de 0,95 e no Pará, 0,84. A pior situação é no Maranhão, que tem uma média de 0,71 profissionais para cada grupo de mil habitantes.

Dos oito mil novos doutores que chegam por ano ao mercado de trabalho, poucos estão interessados em trabalhar na periferia. É nas grandes cidades, nos centros metropolitanos e na rede particular que eles preferem trabalhar. Os principais motivos são o salário e a infraestrutura. “Os médicos estão concentrados nas capitais, nos grandes centros, em determinadas especialidades e em determinadas estruturas privadas”, afirma Mário Scheffer.

(Assessoria) 

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