RO: Nível do Madeira volta a preocupar

As fortes chuvas que caíram na Bolívia nos últimos dias são as responsáveis pelo inesperado aumento no nível do rio Madeira, em Porto Velho.

Atualmente o rio mede 16.18 metros quando o normal seria 14. Desde o inicio de abril, 33 famílias foram retiradas de áreas consideradas de risco no município e alojadas em abrigos ou em casas de parentes.
De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil, José Pimentel, as equipes estão em alerta e monitorando os locais mais vulneráveis da cidade. “Está chovendo muito na Bolívia esses últimos dias e a água desce pelo rio Madeira. A gente tem um intervalo de cerca de dois dias até água chegar aqui. Porém, estamos acompanhando toda a situação”, afirmou Pimentel.

O coordenador ainda explica que o órgão irá esperar até amanhã para tomar novas medidas na cidade. Ele ainda destaca que as famílias retiradas das casas não podem voltar às residências. “Todos estão conscientes que não podem retornar. A prefeitura está tomando todas as medidas necessárias para que eles sejam bem tratados nos alojamentos”, disse Pimentel.

Os bairros Balsa, Nacional, São Sebastião II, Triângulo e Baixa da União são os mais atingidos.

O mecânico Francisco Moreira, que teve a casa atingida pela cheia, afirma que no último final de semana o quintal da residência estava seco e na última segunda-feira (15) o rio subiu de forma inesperada. “A gente já estava voltando nossas coisas para a casa e quando foi no domingo a água começou a subir de uma hora para a outra. Estou retirando minhas coisas rapidamente para não perder. Até meu vizinho tinha voltado para a casa dele, mas também já está tirando tudo”, finalizou Moreira.

Emergência

No início do mês, o prefeito Mauro Nazif decretou Situação de Emergência na cidade e permitiu que autoridades administrativas e agentes de defesa civil, diretamente responsáveis pelas ações de resposta aos desastres em caso de risco iminente, a adentrar as casas em qualquer hora do dia ou da noite, mesmo sem o consentimento do morador. Ação que visa prestar socorro ou determinar a pronta evacuação das mesmas, usar da propriedade, inclusive particular, em circunstâncias que possam provocar danos ou prejuízos ou comprometer a segurança de pessoas, instalações, serviços e outros bens públicos ou particulares, assegurando-se ao proprietário indenização ulterior, caso o uso da propriedade provoque danos a mesma.

Fonte – Diário da Amazônia

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