RO: MPF pede bloqueio de bens de ex-prefeito da Capital

Ex-prefeito de Porto Velho - Roberto Sobrinho

Ex-prefeito de Porto Velho - Roberto Sobrinho

Amazonianarede – Diário da Amazônia

O ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, juntamente com os ex-secretários municipais Israel Xavier e Silvana Cavol; o ex-coordenador de Fiscalização, Valmir Queiroz, e a empresa R.R. Serviços de Terceirização Ltda e seus proprietários Robson Rodrigues da Silva e Leila Cristina Ferreira Rego, deverão ter os bens indisponibilizados pela Justiça Federal em atendimento ao pedido em caráter de urgência apresentado pelo Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO). O valor total a ser bloqueado, com a proposta de garantir o ressarcimento dos prejuízos acarretados aos cofres públicos da Capital, é de mais de R$ 6 milhões em bens móveis, imóveis ou animais de rebanho, como bovinos, ovinos, suínos, caprinos, equinos, entre outros, dos réus.

Também estão incluídas as aplicações financeiras de qualquer espécie, contas correntes e cadernetas de poupança.

Os valores de crédito que a R. R. Serviços de Terceirização Ltda ainda tem a receber da prefeitura também devem ser bloqueados.

O bloqueio refere-se ao contrato das obras de drenagem dos igarapés da cidade, cujos serviços deverão ser paralisados pela atual gestão municipal até que seja refeito o projeto com a realização de todos os estudos (sondagem, estudos topográficos, entre outros itens), a fim de evitar novos prejuízos ao patrimônio público.

Segundo o procurador da República, Reginaldo Trindade, embora nem todas as investigações tenham sido concluídas, o órgão já apurou que havia “um impressionante esquema de fraudes e improbidades generalizadas cometidas nas licitações e contratações da prefeitura de Porto Velho”. Entre os fatos apurados estão o favorecimento de empresas ligadas aos réus, pagamento de vantagens indevidas (propinas) e pressão e assédio contra servidores municipais.

As apurações desvendaram principalmente irregularidades na Secretaria Municipal de Projetos Especiais (Sempre). Os fatos levaram o MPF/RO a lançar ofensiva para tentar coibir e punir os responsáveis, chamada de Operação Sempre MPF, que teve até o momento o ajuizamento de quatro ações judiciais e a expedição de quatro recomendações. Segundo o procurador, as investigações ainda estão em curso e outras medidas podem ser tomadas. (AI) 

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