RO: Banco do Brasil lidera recordes de reclamação

BB Porto Velho
BB Porto Velho
Amazonianarede – Correio de Notícias

Porto Velho – Menos de uma semana depois que foi palco do Dia Nacional de Luta, em todos os estados, em protesto contra a perseguição e humilhação aos funcionários que participaram da última greve e os que lutam pelo direito à jornada de seis horas, o Banco do Brasil agora voltou a ser objeto de mais uma unanimidade entre funcionários e, principalmente, entre seus clientes e usuários. O BB, que é o maior banco público do país, simplesmente lidera a lista das instituições financeiras que mais são alvo da reclamação da população, especialmente em órgãos como o PROCON e as Secretarias Municipais de Fazenda, responsáveis pela fiscalização dos bancos em cada cidade.

Em Porto Velho o caos, segundo José Pinheiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO), se instalou nas agências do BB, especialmente por conta da carência de funcionários e, consequentemente, o atendimento que fica comprometido e gera a revolta dos clientes e causa o adoecimento dos funcionários, muitas vezes, vítimas da cólera generalizada gerada nas pessoas que esperam até duas horas para serem atendidas.

– “E tudo isso é por conta do desrespeito e o descaso do banco, que não contrata mais funcionários e ainda persegue os que já estão lá. E depois deste PSO (Programa de Suporte Operacional) que o banco implantou, as coisas apenas pioraram. Os trabalhadores, quando adoecem, não são substituídos, ou seja, o banco não põe uma outra pessoa no lugar daquela que não pôde trabalhar naquele dia e, assim, o atendimento que já é carente, por falta de funcionários, é ainda mais comprometido. Aliás, a Superintendência do BB em Rondônia mente para o Sindicato quando diz que vai convocar os aprovados no último concurso público e aumentar o quadro funcional, pois, até o momento, além de não chamar os aprovados, ainda se faz de desentendida e nem sequer toca no assunto mais. Ou seja, é um completo descaso não apenas com os trabalhadores, mas principalmente com toda a população”, desabafa Pinheiro.

O dirigente menciona ainda que, pela carência de funcionários e o conseqüente atendimento ‘estrangulado’, o banco ainda desrespeita as leis municipais que determina o tempo de espera nas filas, que é de 20 minutos em dias normais e de 25 minutos em vésperas de feriados e dias de pagamentos de servidores públicos.

– “Mas, para piorar, algumas agências do BB que visitamos recentemente não oferecem qualidade nem mesmo no auto-atendimento, ou seja, em algumas unidades, nem um caixa eletrônico funciona, ou sempre está fora do ar, indisponível. Ora, se chegamos a esta situação então podemos dizer que estamos vivenciando um legítimo caos dentro das agências do maior banco público do país, e isto é uma vergonha que não pode ser ignorada pela população e muito menos pelos órgãos fiscalizadores”, concluiu o presidente.

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