Programa Ruas do Povo muda o mapa das cidades do Vale do Juruá, no Acre

Cruzeiro do Sul - AC
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Amazonianarede – Ag. Acre de Noticias

Rio Branco, AC – O Programa Ruas do Povo mudou para melhor as condições de habitabilidade de milhares de cidadãos em Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima. Nas três cidades, a chegada do asfalto, rede de água e galerias para escoamento de águas pluviais, além de trazer conforto e mobilidade, ainda trouxe ganhos econômicos com a valorização das casas e terrenos. Em Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, em muitos bairros, as máquinas tiveram que abrir as ruas onde existiam apenas caminhos por meio de áreas pantanosas, insalubres, muitos deles com animais peçonhentos. Os mapas urbanos das três cidades precisam ser atualizados, pois muitas ruas foram acrescentadas às já existentes.

Em Cruzeiro do Sul foram asfaltadas 168 ruas, totalizando 50 quilômetros, estando incluídas as cinco vilas. Na cidade ainda falta pavimentar nove ruas. Em Mâncio Lima foram asfaltadas 22 ruas, que totalizam 10,6 km. Em Rodrigues Alves, o programa beneficiou 16 ruas, com extensão total de 6,4 km, deixando a área urbana do município completamente pavimentada.

Segundo o coordenador do programa em Cruzeiro do Sul, Gontran Neto, até o final do ano serão corrigidos alguns problemas pontuais que aparecerem especialmente os relacionados ao escoamento de águas pluviais, que somente podem ser detectados agora, após o início das chuvas. No próximo ano, os trabalhos continuam, será avaliado o que ainda falta pavimentar e caso necessário, serão elaborados projetos para beneficiar novas ruas.

Maria das Graças Firmino, moradora na rua Alita no bairro Cruzeirão. A parte da rua em que mora praticamente era inexistente antes do Ruas do Povo, não havia água encanada, nem galeria de águas pluviais; asfalto “nem em sonho”, e a rua não passava de um caminho enlameado. Pois, nesse caminho, dona Maria, no início do ano, caiu e quebrou uma perna, acidente do qual ainda sente sequelas. Hoje, está satisfeita com a nova condição de sua moradia. “O Ruas do Povo chegou na hora que a gente mais precisava”, disse.

O aposentado Raimundo Pacífico da Silva mora há quatro anos na esquina da Travessa 10 e da Rua Carlos Lopes de Souza, bairro Aeroporto Velho, mas só depois da chegada do Ruas do Povo é que ele tem um endereço. Isto porque, antes, a travessa simplesmente não existia, era um ‘baixo’ com algumas bananeiras e mato, enquanto a rua não passava de um varadouro estreito. “Era um barreiro horrível isto aqui”, conta.

Raimundo Pacífico disse que antes da chegada do programa, o pessoal que mora na área pedira apoio à prefeitura para abrir as ruas. Os moradores não foram atendidos e fizeram uma manifestação. “Mas, o governador veio aqui e mandou asfaltar”, comentou Raimundo Pacífico.

O bairro Aeroporto Velho, um dos maiores de Cruzeiro do Sul, é cortado pela Avenida 25 de Agosto. O governo trabalhou em duas frentes: uma no lado leste e outra no oeste do bairro. No lado leste, praticamente foi construída a infraestrutura do bairro. A Diocese tinha lá uma área, onde construiu um conjunto com 40 casas para alugar, mas como o local não tinha ruas asfaltadas, não atraiu locatários. Segundo o administrador do conjunto, Carlos Lopes de Souza, o Programa Ruas do Povo chegou ao bairro e o conjunto foi muito beneficiado, pois, além de asfaltar as ruas de acesso ao conjunto, também asfaltou as ruas internas. Logo apareceram interessados em alugar as casas.

A dona de casa Nilza da Silva Pereira contou que, antes da chegada do asfalto, era comum levar a filha nas costas até a Rua 25 de Agosto para que chegasse limpinha à escola. “Para nós é a realização de um sonho. Andamos muito na lama. Sempre tínhamos que colocar sacolas nos pés para subir até o asfalto. Agora está uma maravilha, tudo enxutinho”, afirma.

Novas ruas nos bairros Formoso e Saboeiro

Marinete da Cruz Carneiro estava morando na capital, mas decidiu voltar para Cruzeiro do Sul. Para isso comprou uma casa no bairro Saboeiro, onde mora com três filhos menores. Foi grande sua surpresa: logo após sua mudança, apareceram as máquinas do Ruas do Povo, que abriram e asfaltaram sua rua. “O asfalto veio facilitar a vida dos meus filhos para irem à escola e ainda valorizou minha propriedade”, disse.

Muitas ruas foram beneficiadas nos bairros Formoso e Saboeiro. Algumas delas pela primeira vez abertas, o que possibilitou entrar com a instalação de rede de água. Um detalhe importante do programa Ruas do Povo é que, além de asfaltar as vias, ele conta com a parceria do Depasa, que vai instalando redes de águas pluviais e redes de abastecimento de água tratada.

Segundo o gerente do Depasa em Cruzeiro do Sul, Gelmires Lima, tudo que foi contratado pelo Ruas do Povo neste ano foi realizado. Algumas áreas dos bairros Saboeiro e Formoso não tinham redes de água simplesmente porque não existiam ruas, impedindo o trabalho do Depasa. “Onde passa o Ruas do Povo, nós estamos deixando as redes de água, como também a drenagem das águas pluviais. Mesmo nos lotes que ainda não estão habitados, nós estamos deixando algumas entradas de reserva para futuras ocupações, evitando assim quebrar a pavimentação.”

No bairro Formoso, na região da comunidade Oscar Trovão, foram feitos trabalhos em quatro ruas, três das quis pela primeira vez abertas, onde havia uma área alagadiça, com péssimas condições de acesso.

O vendedor José Francisco Oliveira mora no local há 12 anos. A Rua Germano Franco, onde fica sua residência, praticamente só existia na parte de cima – a de baixo, que está sendo reaberta, não passava de um estreito caminho, impossibilitando a entrada de veículos e motos, e só com muita dificuldade era transitável a pé durante o período chuvoso.

“Isso aqui não era uma rua, era só um caminho. Até de bicicleta e a pé era difícil descer. Agora já se pode pensar em adquirir uma moto ou um carro. A gente estava precisando de um programa como esse”, relatou o vendedor.

No bairro Saboeiro, o asfaltamento do último trecho da Rua Muru veio a calhar para muitos idosos que residem na área e para a população em geral, que mal conseguia sair a pé de casa em dias de chuva. A Rua Muru tem em sua parte final uma ladeira muito íngreme, que impedia até o tráfego de veículos. Nem a ambulância do Samu conseguia descer a rua devido à lama.

“Está ficando muito bom agora”, diz o pintor Rosalvo Tavares de Lira, morador. “No inverno aqui ninguém saía, ficava ilhado aqui, não tinha tráfego de veículo. Meu sobrinho padecia para ir à escola. Tem idoso aqui que só saía uma vez por mês, para pegar sua aposentadoria.”

A idosa Maria de Nazaré Saraiva confirma o que disse Rosalvo e conta que uma vez, ao subir com dificuldade a ladeira, caiu num buraco. Ela utilizava um atalho na ladeira para subir e recorda que tinha muitas dores nas pernas. Uma vez, quando ficou doente, teve que ser carregada nas costas ladeira acima pelo genro porque a ambulância do Samu não pôde descer.

“Deus dê muitos anos de vida ao Tião. Deus o mandou para fazer isso para nós. Muito obrigado, meu Deus, agradeço sempre por ele ser a pessoa que é. Hoje, o Samu desce a qualquer hora”, disse.

Asfalto nas vilas

Cruzeiro do Sul tem diversas vilas, com parcela significativa de pessoas, como Santa Rosa, São Pedro, Alagoinhas, Santa Luzia do Juruá e Vila Assis Brasil. Nas cinco vilas foram asfaltados aproximadamente 10 km de ruas. Segundo o cronograma, foram: 3,13 km em Santa Rosa; 2 km na Vila Alagoinhas; 2 km em Santa Luzia do Juruá; 1,5 km na Vila São Pedro; e 1,5 km na Vila Assis Brasil.

O aposentado Manoel Pedro da Silva tem 80 anos e mora há 6 anos na Vila Santa Rosa e diz estar maravilhado: “Nós estávamos em situação de fracasso com essa rua. Agora temos a certeza de que vai melhorar. Aqui, quando chovia, dava água no meio da canela”.

O barbeiro José Marcos dos Reis mora há 35 anos na Vila Santa Rosa e duvidava de que algum dia o asfalto chegaria à sua rua. “É uma maravilha, há muito tempo esperávamos isso aqui. A gente vê aqui as máquinas trabalhando para botar o asfalto na frente de nossas casas e ficamos agradecidos ao governo do Estado porque as ruas eram sujas, com esgoto, e agora com asfalto vai ficar maravilhoso e as casas ficam mais valorizadas. Aqui tinha rua que alagava e obrigava a gente a passar por outras.”

Mariane Negreiros, de Santa Rosa, que é condutora de motocicleta, ficou satisfeita com a mobilidade que agora tem: “A gente nem tinha esperança de que isso fosse acontecer; havia muitas ruas que não davam acesso. Até para os ônibus escolares era difícil. Quando chovia tinha lama e a gente passava porque tinha que passar”, recorda.

Maria Iracilda da Rocha mora na parte urbana do Ramal dos Paulinos, na Vila São Pedro. “Isso aqui era triste, um meladeiro só. Nessa subida a lama dava no meio da perna e a gente cansou de ajudar a desatolar veículos, com enxada, até durante a noite. O asfalto não iria descer até lá embaixo, mas os moradores pediram e o governo levou o asfalto até lá. Eu só podia ir para a igreja durante o dia. Levava a sandália na mão e caçava um cantinho para passar. Agora está tudo bom, tudo asfaltado, vou de noite e de dia, não tem hora para ir para a igreja.”
O açougueiro Aloisio da Silva Souza também mora na Vila São Pedro desde que nascera, há 42 anos. “A gente não tinha nada naquele tempo. Para ir a Cruzeiro era na lama por dentro da mata ou então por barco, pelo Rio Môa. Agora temos asfalto na frente de casa. Muita gente não acreditava que iria acontecer, mas chegaram a energia [programa Luz Para Todos] e o asfalto. Está bom demais. Por causa do asfalto está chegando mais gente para morar e, assim, melhora o nosso negócio”, destacou.

Rua Amazonas: a espera terminou

A Rua Amazonas, no bairro do Telégrafo, em Cruzeiro do Sul, ficou mais de duas décadas abandonada pelo poder público. Os moradores sofriam com a rua esburacada e cheia de lama nos períodos chuvosos e por isso receberam com alívio a chegada das máquinas que fazem o Ruas do Povo. Francisca Lima Pereira, 70, mora há 21 anos no local, mas garante que nunca havia perdido a esperança de que sua rua um dia seria melhorada. “Aqui era muito ruim. Eu gosto muito de ir para a igreja e quando chovia não podia sair. Vivi a vida encarando a lama daqui. O governador mostrou que é bom com esse projeto. Quando a rua ficar pronta, vou poder ir para a igreja até de noite”, exalta.

Outra moradora da mesma rua, Marinalda Rodrigues, mora ali há 16 anos e já havia perdido a esperança de ver sua rua beneficiada. “Era muito ruim, quando meus filhos iam para a escola era com a sacola nos pés. Os terrenos aqui desta parte de baixo da rua ficavam todos alagados. Agora estamos sendo beneficiados e todos daqui estão felizes. A gente já tinha perdido a esperança – entrava prefeito e saía prefeito, e nada. Agora o governo está fazendo. Excelente, não tenho do que falar, só agradecer.”

Em Rodrigues Alves 16 ruas foram pavimentadas. A cidade mudou completamente com suas ruas asfaltadas. Antes era difícil a vida de pedestres, ciclistas e motoristas, pois em cada esquina existia uma vala que atrapalhava o trânsito. Algumas ruas abertas e pavimentadas não passavam de uma região alagadiça. Elber da Silva Souza, diarista, mora com a esposa e três filhos numa casinha situada à Rua Hugo Carneiro. Ele explica que muitas pessoas da região só puderam erguer suas casas depois que a rua foi asfaltada.

“Aqui era difícil encontrar terreno enxuto. Eram o baixo, o brejo, depois saiu a rua e teve como fazer nossa moradia.” Élber conta que as pessoas passavam por caminhos no meio do barro e da água e que nunca havia imaginado que algum dia ali iria existir uma rua asfaltada. “Aqui não tinha como morar. Eu tenho que agradecer a Deus e ao governador por ter feito este projeto para beneficiar o povo”, enalteceu..

Lucilene de Oliveira Maia tem quatro filhos e mora na Região do Baixo, há seis anos. “Quando chovia alagava tudo e depois se atolava no barro”, conta. Os filhos dela ao saírem para a escola sujavam os pés no barro e tinham que lavá-los nas casas próximas à escola. “Agora está uma bênção. Aqui era um baixo, alagava tudo. Tudo quanto não presta tinha na água podre. Era cobra nadando por cima da água. Era feio aqui, quem vê agora não acredita. Não tinha rua, era só caminho mesmo. O pessoal vinha, jogava lixo aqui, ninguém suportava o mau cheiro. Tenho que dizer ao governador que ele está fazendo um negócio bom mesmo”, relatou.

Rodrigues Alves: Ruas do Povo tira famílias da lama

Em Rodrigues Alves 16 ruas foram pavimentadas. A cidade mudou completamente com suas ruas asfaltadas. Antes era difícil a vida de pedestres, ciclistas e motoristas, pois em cada esquina existia uma vala que atrapalhava o trânsito. Algumas ruas abertas e pavimentadas não passavam de uma região alagadiça. Elber da Silva Souza, diarista, mora com a esposa e três filhos numa casinha situada à Rua Hugo Carneiro. Ele explica que muitas pessoas da região só puderam erguer suas casas depois que a rua foi asfaltada.

“Aqui era difícil encontrar terreno enxuto. Eram o baixo, o brejo, depois saiu a rua e teve como fazer nossa moradia.” Élber conta que as pessoas passavam por caminhos no meio do barro e da água e que nunca havia imaginado que algum dia ali iria existir uma rua asfaltada. “Aqui não tinha como morar. Eu tenho que agradecer a Deus e ao governador por ter feito este projeto para beneficiar o povo”, enalteceu.

Lucilene de Oliveira Maia tem quatro filhos e mora na Região do Baixo, há seis anos. “Quando chovia alagava tudo e depois se atolava no barro”, conta. Os filhos dela ao saírem para a escola sujavam os pés no barro e tinham que lavá-los nas casas próximas à escola. “Agora está uma bênção. Aqui era um baixo, alagava tudo. Tudo quanto não presta tinha na água podre. Era cobra nadando por cima da água. Era feio aqui, quem vê agora não acredita. Não tinha rua, era só caminho mesmo. O pessoal vinha, jogava lixo aqui, ninguém suportava o mau cheiro. Tenho que dizer ao governador que ele está fazendo um negócio bom mesmo”, relatou.

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