Produção industrial do Amazonas registra o pior índice do país

Produção industrial do Amazonas em queda livre
Produção industrial do Amazonas em queda livre
Produção industrial do Amazonas em queda livre

Manaus – Pelo segundo mês consecutivo, a produção industrial amazonense registrou os piores desempenhos do país, entre 14 locais pesquisados, de acordo com dados referentes ao mês de abril, divulgados nesta terça-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).

O pior resultado do Estado foi o recuo de 19,9% na comparação com o mesmo período de 2014. Ainda segundo o IBGE, seis das dez atividades pesquisadas assinalando taxas negativas no período.

O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-41,5%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, sobretudo, pela menor produção de televisores; seguido por outros equipamentos de transporte (-32,2%), pela redução na produção de motocicletas e suas peças.

Os demais recuos vieram de bebidas (-8,5%), explicado especialmente pela queda na produção de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais; de produtos de borracha e de material plástico (-20,4%), pelo recuo na fabricação de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica e pré-formas de garrafas plásticas; de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-10,3%), pela queda na produção de aparelhos elétricos de alarme para proteção contra roubo ou incêndio, conversores estáticos elétricos ou eletrônicos, baterias e acumuladores elétricos (exceto para veículos), disjuntores para tensão menor ou igual a 1kv e fios, cabos e condutores elétricos com capa isolante; e de impressão e reprodução de gravações (-8,5%), pela redução de discos fonográficos.

Por outro lado, o principal impacto positivo veio do ramo coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (9%), impulsionado, em grande medida, pela maior fabricação de gasolina automotiva, gás liquefeito de petróleo e óleo diesel.

De acordo com avaliação de Marcus Evangelista, presidente do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), nem mesmo o pacote de concessões anunciado ontem pelo governo Federal deverá alavancar o desempenho da indústria a curto prazo.

“Estamos vivendo uma situação de pleno declínio de muitas atividades. Em relação às exportações, desde que elas sejam efetivadas, pode ser que ajude (na retomada da produção), mas acredito que isso não deva acontecer a curto prazo”, analisa.

Marcus Evangelista acredita que o quadro de estagnação da economia brasileira e, por consequência, da indústria deverá se prolongar por até um ano. “Infelizmente os indicadores mostram que não teremos nenhuma mudança na economia a curto prazo. Acredito que só a partir de junho de 2016 poderemos ter alguma recuperação. Ou seja, o ano de 2015 vai continuar sendo um ano de aperto, um ano de ajustes”, lamentou o presidente do Corecon/Am.

Outras comparações do IBGE transporte (-17,9%), de bebidas (-7,9%), de produtos. Já no índice acumulado nos quatro primeiros meses do ano, a retração foi de 18,2%, acelerando o ritmo de queda frente ao último quadrimestre de 2014 (-9,9%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

Nesta comparação, o setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-38,3%) também exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, sobretudo, pela menor produção de televisores.

Outros recuos importantes 

Ocorreram nas atividades de outros equipamentos de de máquinas e equipamentos (5,6%), impulsionado, de borracha e de material plástico (-18,9%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,1%), explicados, em grande parte, pela queda na fabricação de motocicletas e suas peças, na primeira; de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, na segunda; de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica e pré-formas de garrafas plásticas, na terceira; e de óleos combustíveis e gasolina automotiva, na última.

Por outro lado, o único impacto positivo veio do ramo especialmente, pela maior fabricação de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo split system). Ainda nos números do IBGE, a taxa acumulada nos últimos doze meses, ao recuar 12,5% em abril de 2015, manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (9,5%) e atingiu a queda mais intensa desde o início da série histórica. Já a comparação com o mês imediatamente anterior (março), a produção industrial do Amazonasapresentou o menor recuo: -5,1%.

Amazonianarede-Jornal do Commercio

 

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