Produção industrial cresce 2,5% em janeiro

Produção industrial
Produção industrial

Amazonianarede – JB

Brasília – Em janeiro de 2013, a produção industrial avançou 2,5% em relação ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após registrar queda de 1,3% em novembro e ligeira variação positiva de 0,2% em dezembro. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou expansão de 5,7% em janeiro de 2013, e interrompeu dois meses seguidos de taxas negativas nesse tipo de comparação: -0,8% em novembro e -3,5% em dezembro.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 1,9% em janeiro de 2013, assinalou redução na intensidade de queda frente à marca registrada em dezembro último (-2,6%). As informações são do IBGE.

A expansão de 2,5% da atividade industrial na passagem de dezembro de 2012 para janeiro de 2013 teve perfil generalizado de crescimento, alcançando todas as categorias de uso e 18 dos 27 ramos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por veículos automotores (4,7%), refino de petróleo e produção de álcool (5,2%), máquinas e equipamentos (5,7%), farmacêutica (5,6%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (10,5%).

Com o resultado desse mês, o primeiro setor interrompeu o comportamento negativo presente desde novembro último, período em que acumulou perda de 4,5%; o segundo avançou 6,4% nos dois últimos meses de expansão; o terceiro recuperou parte do recuo de 6,6% verificado em novembro e dezembro; o quarto apontou crescimento de 10,4% em dois meses de taxas positivas, eliminando a perda de 6,8% acumulada nos meses de outubro e novembro; e o último assinalou a expansão mais intensa desde os 16,9% registrados em janeiro do ano passado.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de calçados e artigos de couro (13,8%), produtos de metal (3,3%), outros produtos químicos (1,5%), mobiliário (8,5%), metalurgia básica (1,9%) e alimentos (0,8%).

Por outro lado, entre as nove atividades que reduziram a produção, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por indústrias extrativas (-6,6%), fumo (-53,5%) e outros equipamentos de transporte (-4,3%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de capital, ao crescer 8,2%, assinalou o avanço mais acentuado em janeiro de 2013. Vale destacar que essa expansão foi a mais intensa desde junho de 2008 (8,8%) e interrompeu dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou perda de 0,7%. Os segmentos de bens de consumo duráveis (2,5%) e de bens intermediários (0,9%) também registraram taxas positivas nesse mês, com ambos acelerando o ritmo de crescimento frente ao resultado de dezembro último (0,5% e 0,2%, respectivamente). O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis, com variação de 0,2%, mostrou o avanço mais moderado nesse mês, mas também apontou a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período ganho de 1,0%.

Na comparação com janeiro de 2012 produção industrial cresce 5,7%

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial cresceu 5,7% em janeiro de 2013, expansão mais elevada desde fevereiro de 2011 (7,5%) nesse tipo de confronto. O índice desse mês teve perfil disseminado de resultados positivos, já que todas as categorias de uso e 18 das 27 atividades pesquisadas apontaram aumento na produção. O ramo de veículos automotores, que avançou 39,3%, exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionado pelo crescimento na produção de aproximadamente 85% dos produtos investigados no setor, com destaque para a maior fabricação de automóveis, caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, chassis com motor para caminhões e ônibus, autopeças, reboques e semirreboques e motores diesel para caminhões e ônibus. Vale mencionar a influência da baixa base de comparação, já que esse setor recuou 26,8% em janeiro de 2012, em virtude das paralisações ocorridas por conta da concessão de férias coletivas em várias empresas do setor.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (11,0%), farmacêutico (20,2%), bebidas (12,8%), alimentos (2,8%), outros produtos químicos (3,7%), outros equipamentos de transportes (8,3%) e mobiliário (16,0%). Em termos de produtos, as pressões positivas mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, óleo diesel, outros óleos combustíveis e gasolina automotiva; medicamentos; refrigerantes, cervejas, chope e preparações em xarope para elaboração de bebidas; sucos concentrados de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas, sorvetes e picolés; herbicidas para uso na agricultura; aviões; e guarda-roupas de madeira, bancos de metal para veículos automotores, armários metálicos de uso residencial e mesas e cadeiras de madeira para escritório. Por outro lado, ainda na comparação com janeiro de 2012, entre as nove atividades que reduziram a produção, os principais impactos foram observados em edição, impressão e reprodução de gravações (-9,9%), máquinas e equipamentos (-4,5%), metalurgia básica (-4,3%) e fumo (-54,7%), pressionados, em grande parte, pelos itens revistas, jornais e livros, no primeiro ramo, centros de usinagem para trabalhar metais, motoniveladores, máquinas para colheita, fornos de micro-ondas, refrigeradores e congeladores, no segundo, vergalhões de aços ao carbono, alumínio não ligado e chapas grossas de aços ao carbono, no terceiro, e cigarros no último.

Nos índices por categorias de uso, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (17,3%) e bens de consumo duráveis (10,3%) assinalaram expansões de dois dígitos, ambos influenciados em grande parte pela baixa base de comparação, uma vez que em janeiro de 2012 registraram quedas de 15,0% e de 7,7%, respectivamente. A produção de bens intermediários (4,0%) e de bens de consumo semi e não duráveis (3,0%) também mostraram taxas positivas nesse mês, mas que ficaram abaixo da média da indústria (5,7%) nesse tipo de confronto.

O setor produtor de bens de capital, ao crescer 17,3% em janeiro de 2013, interrompeu dezesseis meses de resultados negativos no índice mensal e apontou a expansão mais intensa desde fevereiro de 2011 (19,4%) nesse tipo de confronto. Na formação do índice desse mês, o segmento foi particularmente influenciado pelo crescimento atípico observado no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (61,3%), impulsionado não só pelas paralisações ocorridas em janeiro de 2012, mas também pela maior fabricação dos itens caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, aviões e chassis com motor para caminhões e ônibus. Vale destacar também o resultado positivo assinalado pelo grupamento de bens de capital para energia elétrica (8,6%). Os demais subsetores mostraram queda na produção: bens de capital para construção (-31,5%), agrícola (-18,5%), para fins industriais (-3,9%) e para uso misto (-1,9%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo duráveis (10,3%) apontou a taxa mais elevada desde outubro do ano passado (12,9%), impulsionado em grande parte pela maior fabricação de automóveis (25,3%) e, em menor escala, pelos avanços registrados por artigos do mobiliário (13,3%) e eletrodomésticos da “linha branca” (0,8%). Nessa categoria de uso, os principais impactos negativos foram observados nos itens motocicletas (-31,1%) e telefones celulares (-1,3%) e nos grupamentos de eletrodomésticos da “linha marrom” (-7,8%) e de outros eletrodomésticos (-7,4%).

O setor de bens intermediários (4,0%), que interrompeu dois meses de taxas negativas no confronto com igual mês do ano anterior, assinalou a expansão mais elevada desde fevereiro de 2011 (4,6%). Nesse mês, os destaques positivos foram observados nos produtos associados às atividades de refino de petróleo e produção de álcool (13,4%), veículos automotores (16,2%), outros produtos químicos (3,3%), indústrias extrativas (2,6%), borracha e plástico (5,3%), celulose, papel e produtos de papel (3,1%), minerais não-metálicos (2,9%), produtos têxteis (2,0%) e produtos de metal (1,5%), enquanto as influências negativas foram registradas por metalurgia básica (-4,3%) e alimentos (-3,8%). Ainda nessa categoria de uso, vale citar também os resultados positivos vindos dos grupamentos de insumos para construção civil (1,7%), que interrompeu dois meses seguidos de índices negativos nesse tipo de comparação, e de embalagens (6,3%), que apontou o crescimento mais intenso desde setembro de 2010 (6,7%).

O segmento de bens de consumo semi e não duráveis (3,0%) também mostrou expansão na produção nesse mês no índice mensal, apoiado especialmente nos resultados positivos vindos dos grupamentos de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (7,3%), carburantes (5,9%) e de semiduráveis (1,8%), impulsionados principalmente pelos avanços na fabricação de refrigerantes, cervejas, chope, sucos concentrados de laranja e carnes e miudezas de aves congeladas, no primeiro subsetor, gasolina automotiva, no segundo, e de calçados de material sintético de uso feminino, no último. Por outro lado, o subsetor de outros não duráveis (-3,3%) exerceu o impacto negativo nessa categoria de uso, pressionado, sobretudo, pela menor fabricação de cigarros, revistas, creme dental, jornais e livros. 

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