
Brasilia – O vice de Dilma, Michel Temer, avisou aos presidentes Renan Calheiros, do Senado, e Eduardo Cunha, da Câmara, que eles estão na lista a ser divulgada pelo procurador-geral Rodrigo Janot de políticos citados na Operação Lava Jato, que apura os desvios de dinheiro da Petrobras.
A informação é da coluna Radar, depois confirmada pelo Globo. (Eu a li na fila do cartório, onde perdi duas horas para reconhecer uma firma. É o Brasil “bem mais simples”, segundo o PT.)
Vai ver é por isso que Renan não foi ao jantar oferecido por Dilma à cúpula do PMDB, chamou a coalização do governo de “capenga”, afirmou que houve um “escorregadão” na política econômica e fiscal (e não uma “escorregadinha” como dissera Joaquim Levy), disse que elevação de impostos é um “péssimo sinal” e devolveu ao Executivo a medida provisória que eleva tributos sobre a folha de pagamento.
Assim como Lula, que bateu o maior papo com o PMDB, Renan deve estar bravinho com a incompetência do governo em melar a Lava Jato.
Ai, que dó!
Janot deve enviar nesta terça-feira ao STF os pedidos de abertura de inquéritos e pedir para o relator dos casos, ministro Teori “da Conspiração” Zavascki, torná-los públicos. Deveria pedir também para Teori mandar prender Renato Duque, que ele soltou a pedido de Lula.
De resto, não se sabe ainda a dimensão do suposto envolvimento de Renan e Cunha no maior escândalo de corrupção do Brasil, mas é bom que fique claro desde já.
amazonianarede-Gazeta do Povo