Prefeitura e IBGE se unem para estabelecer os limites de Macapá

15-10macapaMacapá, AP – O prefeito Clécio Luís (Psol) anunciou nessa terça-feira, 14, o início da revisão e criação do mapa da capital. A revisão está sendo feita pela Prefeitura de Macapá e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A parceria de cooperação técnica entre as instituições definirá os perímetros dos 84 bairros e a elaboração de um projeto de lei para estabelecer oficialmente a extensão de cada um. De acordo com o Instituto de Planejamento Urbano (Planurb), Macapá tem atualmente 24 bairros criados de forma oficial por decretos ou leis municipais. O restante existe informalmente.

Os primeiros perímetros a passarem por análises foram os dos bairros Jardim Marco Zero, Novo Buritizal e Universidade. Todos na zona sul de Macapá. O estudo deverá ser concluído em até três meses, segundo o Planurb.

Após a conclusão da revisão dos bairros, a população afetada pelos novos perímetros será consultada por audiências públicas, que poderão sugerir alterações no mapa proposto pela prefeitura. As delimitações serão incluídas em apenas um projeto de lei, com anexo do perímetro de cada um na matéria que ainda passará por análise da Câmara Municipal de Macapá (CMM). A redefinição dos bairros da capital amapaense subsidiará a Prefeitura de Macapá com informações de cada localidade, a exemplo da quantidade populacional, renda, faixa etária e gênero.

“Com a delimitação podemos planejar ações nas comunidades. Definir o perímetro significa ter em mãos a população de cada localidade com as referidas necessidades. A revisão também irá ajudar o município a ter informações de áreas disponíveis para construção de obras à população a partir da regularização dos lotes”, explicou o coordenador de Planejamento Urbano do Planurb, Carliendel Magalhães.

O supervisor de base territorial do IBGE, Marco Antônio, frisou que pela primeira vez o município mostrou interesse em firmar parceria com o instituto para revisar o mapa de Macapá. “O nosso limite de coleta de informações respeita o dos bairros oficiais. Não podemos fazer censo nos que não são criados oficialmente. Diante desse problema, nos reunimos para resolver essa questão com a prefeitura, que demonstrou total interesse no processo, algo não ocorrido em gestões anteriores”.

Fonte: Diário do Amapá

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