Preços abusivos em praias brasileiras geram revolta entre turistas e moradores

(Foto: Reprodução) Fonte: D24am. Leia mais em https://d24am.com/brasil/precos-abusivos-em-praias-brasileiras-deixam-turistas-indignados/

Consumidores relatam coerção para compra de itens caros devido à falta de opções nos cardápios

Florianópolis – Cobranças consideradas excessivas por serviços e alimentos em praias turísticas do Brasil têm provocado indignação entre visitantes e até entre moradores locais neste início de ano. Relatos se multiplicam nas redes sociais e em órgãos de defesa do consumidor, apontando valores elevados para itens básicos e falta de alternativas mais acessíveis nos estabelecimentos à beira-mar.

Em destinos bastante procurados, como Porto de Galinhas, em Pernambuco, e Florianópolis, em Santa Catarina, consumidores afirmam ter se deparado com preços que fogem da realidade. Há registros de guarda-sóis cobrados por até R$ 200 e porções simples de peixe que chegam a R$ 450. Segundo os relatos, a prática se repete em diferentes pontos das praias, especialmente em áreas mais movimentadas.

Além dos valores altos, turistas denunciam uma espécie de coerção no momento do atendimento. De acordo com os consumidores, cardápios restritos ou a ausência de opções mais baratas acabam forçando a compra de pratos de maior valor. “Queria algo simples, mas só ofereciam as opções mais caras. Pagar R$ 40 em um pastel na praia é um absurdo”, relatou um visitante.

A insatisfação também levanta questionamentos sobre a atuação do poder público na fiscalização dessas práticas. Especialistas lembram que o Código de Defesa do Consumidor considera abusiva qualquer cobrança excessiva ou a imposição de produtos e serviços sem alternativas claras ao cliente. Casos desse tipo podem ser denunciados ao Procon, às prefeituras ou a outros órgãos de fiscalização municipal.

Apesar do cenário de críticas em alguns destinos, há exemplos positivos pelo país. Em praias da Paraíba, por exemplo, turistas elogiam estabelecimentos que oferecem refeições a preços acessíveis e não cobram taxas adicionais pelo uso de cadeiras ou mesas na areia, o que contribui para uma experiência mais democrática e agradável.

A orientação dos órgãos de defesa do consumidor é que turistas busquem informações antes de consumir, comparem preços, exijam cardápios visíveis e denunciem irregularidades. A atitude, segundo os especialistas, ajuda a coibir abusos e garante que o lazer à beira-mar não se transforme em frustração.

amazonianarede
Da Redação Portal d24am

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