PPM de ar-condicionado está parado no Polo Industrial de Manaus

No momento o PPM está em fase de espera no PIM
No momento o PPM está em fase de espera no PIM
No momento o PPM está em fase de espera no PIM

Manaus – O governo do Amazonas deixou a discussão quanto a conclusão do Processo Produtivo Mínimo (PPM) direcionado às fabricantes de ar-condicionados para o segundo plano. Conforme a Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplanct) não há previsão para o agendamento de novos encontros entre os fabricantes de bem final e os de componentes, instalados no Polo Industrial de Manaus (PIM).

O órgão, que é o responsável pela elaboração do processo, justifica que a discussão foi apenas postergada por se tratar de um tema antigo e também por conta de algumas prioridades, como é o caso da busca pela recuperação da isonomia fiscal entre fabricantes de outros segmentos.

A previsão inicial da pasta era de concluir o PPM no mês de março deste ano, plano que foi interrompido por conta da mudança administrativa implementada no grupo do secretariado do governo do Estado. Há cerca de dois meses à frente das pautas, o secretário executivo de desenvolvimento da Seplanct, Nivaldo Mendonça, conta que sentiu a necessidade de interromper o processo de desenvolvimento do PPM voltado ao segmento de refrigeração para dar mais atenção a um problema, que segundo ele, é prioritário, neste momento, que é a criação de um novo PPM voltado a outros segmentos fabris do PIM. “Neste momento estamos focados na solução do problema ‘quebra da isonomia’ que ocorre em alguns setores produtivos. A questão voltada ao setor de arcondicionados é antiga e posteriormente voltará a ser debatida, acredito que ainda neste ano”, afirmou.

Conjunto de Etapas

O PPM compreende o conjunto de etapas mínimas de industrialização que devem ser cumpridas pelas fabricantes de ar-condicionado. Com a implantação do processo, a ideia é que as montadoras sejam obrigadas a utilizar os produtos fabricados no PIM com o intuito de incentivo à geração de emprego e renda no Estado. Atualmente, boa parte dos componentes são importados da China. Estão inclusos nessa lista produtos como cabos, chicotes, embalagens de papelão, manuais e etiquetas.

Segundo o secretário executivo da receita da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), Jorge Jatahy, faltam poucos detalhes para que o PPM seja concluído e as tratativas estão sendo compiladas pela Seplanct para uma reunião final. O secretário comenta que o principal problema reclamado pelos empresários do segmento de refrigeração é com relação à obrigatoriedade da aquisição do motor do arcondicionado, que de acordo com o Processo Produtivo Básico (PPB) regulamentado, deve ser feita em território nacional.

Ele frisa que o problema está no custo do motor nacional, que é mais caro do que o produto internacional. “A importação da embalagem representa menos de um por cento do valor do produto, por isso, acredito que o PPM deverá ser concluído sem problemas.

O setor de componentes gera mais empregos do que o de bem final e esses elementos juntos representam menos de um por cento do valor final do produto. Então, não é uma agregação tão grande”, frisa. “O setor diz que o motor importado é melhor e mais barato. Poucas fabricantes compram os produtos nacionais. Poderíamos melhorar o preço do bem final se resolvêssemos o impasse do motor”, completa o secretário.

Produto final

Na avaliação do titular, em exercício, da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Gustavo Igrejas, um ponto que precisa ser analisado na discussão para a formatação de um PPM, que neste caso objetiva a obrigatoriedade da aquisição de insumos locais, é o risco do encarecimento do produto final, em relação ao aparelho importado e a consequente diminuição da competitividade frente aos produtos nacionais estrangeiros.

Igrejas informa que a fabricação de condicionadores de ar Split conta com o PPB desde 1998, mas desde então passou por algumas dificuldades. Ele afirma que em 2006 a produção de Split foi nula no PIM, ou seja, não houve produção do aparelho. Isso aconteceu, segundo ele, porque o PPB apresentava regras extremamente rígidas. Para reverter a situação, os órgãos ligados à produtividade providenciaram a correção das alíquotas.

“Em todos os trabalhos que fizemos de correção das alíquotas e investimento no PPB federal relacionado ao condicionador de ar Split consideramos a competitividade em relação produto importado. Quando o mercado nacional produzia 400 mil aparelhos, apenas 10 mil eram provenientes do PIM. Não adianta apresentar um processo totalmente verticalizado, com a compra de todos os insumos na ZFM se o bem final sair mais caro do que o importado”, avalia.

De acordo com o superintendente, hoje, a compra de boa parte de produtos como os plásticos, o metal, trocadores de calor interno e externo é obrigatória, da mesma forma que o cabeamento. “Então, para chegar aos percentuais que temos hoje houve muito estudo. Me preocupo com a necessidade do acompanhamento para que o PPM não avance aos extremos. Pode acontecer de o Split ser fabricado com 100% dos produtos locais e ao final custar R$3 mil, enquanto o importado custar R$700. Essa preocupação foi externada aos secretários da Sefaz e da Seplanct”, conclui

Amazoninarede-Jornal do Commercio

 

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