Porto Velho: Retorno dos trens é tema de reunião

Amazonianarede – Diário da Amazônia

O retorno do passeio de trem entre Porto Velho e a vila de Santo Antônio foi tema de uma reunião realizada nesta semana na sede do Ministério Público.

De acordo com o superintende Estadual de Turismo (Setur),Basílio Leandro, o complexo da Madeira-Mamoré recebe cerca de 10 mil visitantes, em média, por final de semana e o retorno das locomotivas deverá aumentar este fluxo. O maior empecilho para a volta das marias fumaças é a obrigatoriedade de abrir um espaço de segurança ao longo dos trilhos, o que requer a desapropriação de casas construídas no local. O prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, defendeu a possibilidade desta área de segurança ser de sete metros e não de 20 metros, porque se trata de uma área urbana. Com isso, ficaria muito mais fácil viabilizar o passeio, “que deve marcar as comemorações do centenário de Porto Velho, no ano que vem”.

Além da remoção de moradias, a volta dos trens também depende da estabilização da margem direita do rio Madeira e o controle do efeito dos banzeiros. Durante o encontro, o prefeito se comprometeu a resolver de uma vez por todas as questões pendentes para garantir os direitos dos moradores que deverão ser remanejados da área. Para ele, a revitalização da Madeira-Mamoré só será possível com união e a cooperação entre as esferas federal, estadual e municipal.

Na reunião realizada no Ministério Público, foram esclarecidas as competências de cada uma das partes e estabelecido um cronograma para viabilizar a revitalização do complexo. A próxima reunião para tratar do assunto ficou marcada para o dia 22 de abril e deverá ser feita nas proximiades da Vila Candelária, para que os moradores do entorno da ferrovia possam participar dos debates. Na ocasião, serão apresentados estudos para relocação dos moradores e estudos prévios para revitalização da ferrovia.

Revitalização

A revitalização do trecho da ferrovia tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que vai desde Porto Velho até Santo Antônio, é uma das compensações ambientais exigidas para a construção da UHE de Santo Antônio, portanto a concessionária da usina é quem está financiando a obra. Já a prefeitura de Porto Velho é a responsável pela remoção das casas que ficam na área considerada de segurança ao longo do ferrovia.

De acordo com Mauro Nazif, a redução da área de segurança de 20 para sete metros ao longo da ferrovia vai reduzir drasticamente a necessidade de remoção de moradores, minimizando problemas sociais e evitando novos custos para os cofres públicos. Para ele, também é importante a possibilidade de permanência de moradores antigos no local.

Para o secretário adjunto da secretaria Municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo (Semdestur), Eduardo Rauen, a revitalização da EFMM significa que um cartão postal da cidade de Porto Velho passa a ter “nova vida”. Para ele, os resultados da reunião realizada no Ministério Pùblico foi importante porque estabeleceu parcerias entre Estado, Município e a Empresa: “Foram dados passos importantes para que o centenário de Porto Velho seja uma grande festa com o retorno dos trens da Madeira-Mamoré”, afirmou ele.

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