Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque comemora 11 anos

(Foto: Divulgação)

Neste mês, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque completa 11 anos de criação. Durante o período, o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelo Parque, realizou pesquisas sobre as riquezas da reserva ambiental, que ocupa 3 milhões de hectares de terra no Amapá.

Em um dos estudos foi detectado a descoberta de pelo menos oito espécies novas de peixe. Os dados e as amostras estão em fase de descrição, para reconhecimento em laboratório sob responsabilidade do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), na capital, sem previsão de conclusão.

Segundo o Chefe do Parque, Chistoph Jaster, várias pesquisas são realizadas para conhecer melhor o potencial da área verde e a biodiversidade da região. Uma das atividades envolvem uma expedição que durou cerca de 30 dias, realizada no rio Jari, entre os meses de julho e agosto deste ano. A equipe era formada por um geográfo e historiador do ICMBio, um socorrista e mais três extrativistas da comunidade da vila do Iratapurú, em Laranjal do Jarí (distante cerca de 275 quilômetros da capital). Do município, os integrantes subiram o rio em pequenos barcos, para reconhecimento geográfico do percurso até a Guiana Francesa.

O plano de Manejo do Instituto, o qual permite o mapeamento da fauna e flora da região, identificou que a harpia (Harpia harpyja), também conhecida como gavião-real, usa a área para a reprodução para perpetuar a espécie, assim como centenas de espécies de animais que vivem na reserva. “As descobertas do levantamento de dados servião para que o Amapá se torne um grande laboratório biológico a céu aberto futuramente”, afirmou o analista ambiental do Parque, Paulo Russo.

O analista também explica que as atividades em educação ambiental nas comunidades que habitam os municípios do entorno do Parque, ocorrem com sucesso. O projeto de turismo na região, que entre as finalidades, visa o desenvolvimento econômico das comunidades, também já está em fase de desenvolvimento.

Segundo o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), o Ecoturismo vai permitir que os visitantes tenham contato direto com a natureza e conheçam de perto o potencial da maior área verde preservada do Brasil. Criado em 2012, o projeto está em fase experimental no município de Oiapoque (distante 560 quilômetros da capital). Os municípios que apresentam maior potencial para a atividade são Oiapoque, Serra do Navio (a 212 quilômetros) e Pedra Branca do Amapari (a 183 quilômetros de Macapá).

Para discutir a formulação de futuros projetos com a participação ativa das comunidades moradoras da área do Parque, assim como avaliar os trabalhos em andamento na região, o Conselho Consultivo do Parque, realizou a 19ª reunião no auditório da Fortaleza de São José de Macapá. “As reuniões buscam entender as necessidades do Parque como um todo. A participação das comunidades que vivem na área de proteção ambiental é de extrema importância para o sucesso dos projetos”, concluiu Russo.

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