PA: Marabá festeja 100 anos de crescimento

Marabá está destinada a crescer. Haja o que houver. Com ou sem a implantação do tão sonhado polo metal mecânico. Este é o olhar otimista neste centenário, e não é por acaso. Quem anda pelas ruas da cidade, de olhos abertos e atentos, consegue perceber melhor isso.

Os empreendimentos que engatinharam em 2012, ao que tudo indica, darão passos largos a partir deste ano. É o caso do Shopping Pátio Marabá, da duplicação da Estrada de Ferro Carajás, das grandes redes de supermercado, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, do curso de Medicina da Universidade Estadual do Pará e, principalmente, da implantação da Hidrovia Araguaia Tocantins.

Nada disso, no entanto, cairá no colo da cidade “de mão beijada”. Há muito trabalho a ser feito. As lutas que foram encampadas pela sociedade, representada principalmente pela Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim) e pela classe política, precisam ser permanentes agora, neste momento em que a cidade se torna centenária.

É no que aposta o secretário de Indústria e Comércio de Marabá, Ítalo Ipojucan. Ele sabe que a Alpa (Aços Laminados do Pará), empreendimento pintado como tábua de salvação da economia marabaense, ainda depende de muitos fatores para se tornar realidade. Mas o secretário sabe, também, que a cidade tem como andar com as próprias pernas.

Ítalo conhece bem a região, por isso vislumbra um cenário ainda mais favorável. Além dos investimentos que mudam o panorama de Marabá, a esperança dele – que representa também a classe empresarial, está alicerçada em empreendimentos como o projeto de ferro S11D, da Vale, em Canaã dos Carajás; o projeto de níquel que envolve os municípios de Ourilândia do Norte e Tucumã; as ações da Anglo-América, em São Félix do Xingu; e o projeto de Alumina Rondon, da Votorantim, em Rondon do Pará. “Só pelo simples fato de existirem esses empreendimentos são animadores para a economia regional. Mas existe um fator mais empolgante. Certamente, grande parte dessa produção – para não dizer quase toda – terá como opção de transporte a Hidrovia Araguaia Tocantins, um projeto do qual a sociedade marabaense não pode abrir mão e essa continua a ser nossa grande luta”, destaca Ítalo.

Modal de transporte que tem o menor custo entre todos, a Hidrovia deve promover a integração de Marabá com o Centro-Oeste do País e com o litoral, passando por Barcarena.

ESTRATÉGICA

Cidade estrategicamente bem posicionada, Marabá finalmente poderá ser o ponto de convergência de uma economia que tenta se desamarrar da crise que atingiu um de seus setores mais fortes, a siderurgia.

E se o atraso na implantação do tão sonhado polo metal mecânico produziu prejuízos em razão da quebra do horizonte de expectativa quanto ao seu período de instalação, deixou também legados importantes para o empreendedor regional, que se preparou e se qualificou para o momento.

Vários empreendimentos que estão hoje em Marabá foram muito por conta da Alpa e o que o empresário aprendeu não se perde e será posto em prática em breve, quando, aos poucos, o mercado for se rearranjando, processo que já está em andamento, e que dará conta de toda esta demanda gerada em torno da siderúrgica da Vale.

É o caso, por exemplo, do setor hoteleiro, que investiu pesadamente e neste momento ainda amarga quartos vazios. Mas isso é por enquanto, porque entre os empreendimentos previstos para Marabá está o Centro de Convenções, obra do Governo do Estado, que dará a guinada esperada pelo setor.

A obra estatal deve atingir em cheio a hotelaria marabaense, devido aos grandes eventos em nível regional e estadual, que atrairão gente de todas as partes e que certamente precisarão dos serviços prestados pelo setor.

Cultura toma conta da cidade

A partir do dia 12 deste mês acontece a programação “Liberdade Celebra Marabá”. Serão três dias de ação social, voluntariado, oficinas artísticas e shows com artistas da comunidade e atrações da cultura popular. O evento será na Praça da Liberdade.

No dia 17 de abril acontece a chegada da balsa de buriti. Trata-se de uma expedição entre Carolina (MA) e Marabá, promovida pela Fundação Casa da Cultura de Marabá, que vai refazer o trajeto que era comum entre essas duas cidades. No mesmo dia, os Amigos da Santa Rosa e Companhia Teatral Asas da Liberdade encenam momentos históricos de Marabá na Orla, nas imediações da Colônia de Pescadores Z-30.

De 19 a 21 de abril será realizada a 11ª Exposição de Orquídea: exposição e venda de orquídeas na Casa da Cultura; exposição e venda de artesanato; oficina de cultivo de orquídeas e também apresentações culturais, de 9h às 21h30.

De 4 a 15 de abril acontece a 8º Mostra Cultural Indígena, na Casa da Cultura, com participação de 5 etnias indígenas, de 8h às 17h. De 1º a 7 ocorre a Exposição Histórica, na praça Duque de Caxias. A programação contará com pinturas corporais, exposições, contação de histórias, danças e músicas indígenas e venda de artefatos.

Marabá se destaca em criar empregos

Ao comemorar 100 anos hoje, Marabá, município do Sudeste Paraense distante 485 quilômetros de Belém, registrou nos últimos 12 meses – puxado pelos setores do comércio, extrativo mineral e serviços emprego formal – crescimento de 2,15% com saldo positivo de aproximadamente 823 postos de trabalhos. As informações são resultado do balanço feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE/PA, com base em informações oficiais do Ministério do Trabalho, que aponta no período de um ano, 22.020 admissões contra 22.197 desligamentos, no Setor Formal da Economia em Marabá.

Em 12 meses, a maioria dos setores econômicos de Marabá apresentou crescimento do emprego formal, com destaque para o comércio, com saldo positivo de 705 postos de trabalhos, seguido do Setor Extrativo Mineral saldo positivo de 352 postos de trabalhos e do Serviço com saldo positivo de 65 postos de trabalhos.

Na outra ponta, o destaque negativo foi o setor da Construção Civil, que apresentou perda de empregos formais, com saldo negativo de 169 postos de trabalhos, seguido da Indústria de Transformação com saldo negativo de 88 postos de trabalhos formais. Portanto, de acordo com o Mapa do Emprego Formal dos Municípios do Pará elaborado pelo DIEESE/PA, nos últimos 12 meses Marabá ficou entre os 10 municípios que mais geraram empregos com Carteira assinada no Estado.

Nos últimos anos com mais investimentos na economia, o Estado do Pará tem apresentado excelente desempenho na geração de empregos formais. Esta situação também foi e está sendo vivenciada pela grande maioria dos municípios do Estado – incluindo Marabá – estudos do DIEESE/PA, mostram esta realidade.

Fonte – Diário do Pará

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