O centro sem os camelôs

Osny Araújo*

          Fazia algum tempo que não escrevia um artigo com tanto prazer e alegria, como o que inicio agora, para falar no centro histórico da minha querida cidade de Manaus, da mesma forma, que faz tempo que não visito o local, exatamente para não ter o desprazer de cruzar aquela favela a céu aberto em que essa área nobre e histórica cidade, que pelo descaso de passadas administrações municipais, foi transformado numa grande favela urbana com “camelôs” ocupando todos os espaços de forma desordenada e logo na entrada cidade para quem aqui chega por via fluvial.

Quase no meio da semana, o prefeito Artur Neto, que há mais ou menos vinte anos atrás teve peito para retirar os ambulantes do centro, reuniu com a categoria e foi quase carregado pelos ambulantes quando o fechou a proposta que dará nova visibilidade ao centro e mais dignidade a essa categoria, com melhores condições de vida e trabalho.

Essa limpeza no centro histórico de Manaus, livrando da presença incomoda dos camelôs foi uma das promessas de campanha de Arthur, por isso, desde que assumiu a Prefeitura no dia 1º de janeiro, arquitetava meios legais para resolver a situação sem prejuízo para os ambulantes e juntamente com os seus assessores de ponta construiu uma idéia aceita e aplaudida pela categoria, a construção dos Centros de Comércio Popular na área central da cidade e em alguns bairros.

A viabilização do projeto ainda em construção, com a participação de representantes da categoria, custará aos cofres municipais cerca de R$ 45 milhões e acho que vale a pena, para o centro voltar a ser belo e acolhedor como no passado e ser um local a mais de orgulho para quem nasceu ou vive nesta cidade de clima tropical e extremamente acolhedora, que um dia ganhou o apelido de “cidade sorriso” e sem essa favela central, talvez o simpático apelido seja recuperado também.

Como cidadão, entendo a posição dos camelôs para ganhar a vida e o sustento das suas famílias, mas como jornalista nunca me agradou essa invasão desordenada do centro da cidade, por isso aprovo e torço esse reordenamento.

Agora, com a determinação do prefeito e as bênçãos do G.`. A.`.D.`.U.`., quando a Copa do Mundo começar, no meio de junho de 2014, poderemos voltar a caminhar pelo centro de Manaus com orgulho e certamente os turistas que aqui chegarem, ficarão maravilhados pelo acolhedor espaço e aí sim, poderemos voltar a ter orgulho desse espaço que será inteiramente revitalizado e finalmente, livre dos incômodos “camelôs”.

Tenho consciência de que m tempo é curto até a chegada da Copa, como sei também, dos grandes desafios que o prefeito enfrentará para levar o importante projeto adiante.

Como conheço bem o Arthur e sei da sua paixão pela cidade, podem ter certeza de que todos os obstáculos serão vencidos para o bem estar dos camelôs e a felicidade dos seus habitantes e bem estar para os visitantes desta cidade morena, a mais importante capital da Amazônia brasileira plantada as margens do Rio Negro e tendo a sua frente o famoso Encontro das Águas, que inspirou o poeta Quintino Cunha na sua famosa poesia o Encontro das Águas, uma verdadeira obra em homenagem a beleza e ao amor.

Para que as coisas sejam mais tranqüilas para a viabilização desse arrojado projeto, não precisa dizer que o Prefeito precisará contar com o apoio da câmara Municipal e nessa hora, os vereadores devem pensar na cidade como um todo e esquecer as divergências ideológicas e partidárias, deixando as querelas para o tempo da campanha eleitoral. Que assim seja.

(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeude Souza e blog Jornalismo Eclético)
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: [email protected][email protected]

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