No Acre, manifestantes cobram soluções para conflitos agrários

Rio Branco – Manifestantes formados por pessoas do campo, assentdos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, no Estado do Acre, resolveram fazaer uma forte manifestação na tentativa de resolver vários conflitos agrários que vem se registrando no Estado, por isso, resolveram invadir a superintendência regional do órgão, em Rio Branco, capital do Acre.

Solução para um conflito de 20 anos e melhorias no ramal do Seringal Capatará, localizado entre os municípios de Senador Guiomard e Capixaba, são as principais pautas de manifestação de aproximadamente 50 colonos. Na quinta-feira , eles interditaram a sede do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Rio Branco para tentar conversar com o superintendente do órgão, Idésio Franke, que não estava presente. Durante o ato, os colonos impediram os funcionários de retirar seus carros do estacionamento.

O Seringal Caparatá integra uma região destinada aos programas Terra Legal e de Reforma Agrária. Porém, os conflitos de terra são comuns pela falta de discriminação administrativa entre áreas públicas e privadas.

De acordo com o chefe da divisão de obtenção do Incra, Noel Chaves, haveria uma proposta entre os órgãos públicos e os proprietários do local.

“O Incra está em processo de notificação de todas as pessoas que estão no perímetro do Capatará para devolver um terço das terras à União. O que queremos é regularizar o domínio dessas terras”, acrescentou. Chaves informou, ainda, que depois das notificações a procuradoria tomará alguma atitude referente à área judicial para reaver o extrato da área, que seria devoluta.

Os manifestantes saíram da sede do órgão por volta de 17h30, após a superintendente-adjunta do Incra, Cristina Benvindo, enviar uma notificação com a garantia de uma avaliação rápida sobre o caso.

Mortes

De acordo com o presidente da Associação Seringal Capatará, José Apolônio, as mais de 80 famílias que residem na região já conquistaram o direito de ficar na terra em 2011. Entetanto, o processo, que estaria em fase de trâmite na área fiscal para fazer uma reintegração de posse, está suspenso. “Até agora, a situação está engavetada”.

O problema seria tão grande que resultou em mortes na região, segundo Apolônio. Ele atribui a situação à “falta de poderes públicos”. “Temo que outras mortes aconteçam caso nada seja resolvido. Já fizemos duas reuniões com o Incra e funcionários distintos falam coisas diferentes para a gente. Lutaremos até termos o nosso direito”, garantiu.

(Amazonianarede – Agências) 

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