Moradores de Macapá se mobilizam por uma cidade melhor

Amazonianarede – Diário do Amapá

Macapá – Associação de bairros e sociedade civil organizada estão realizando audiências públicas nos bairros de Macapá. A ideia é apontar os principais problemas e levar até os órgãos competentes as demandas. Primeiro bairro atendido, o Cidade Nova I teve a dengue como a principal preocupação dos moradores, apesar de outras questões serem abordadas.

O juiz Marconi Pimenta, titular do Juizado Especial Norte, é um dos intermediadores, e afirma que vai ajudar com sua influência para criar soluções. “Não queremos politizar nada, e ninguém deve se promover, mas claro, os políticos podem participar, como no Cidade Nova I, onde vereadores se dispuseram a ajudar. Nessa primeira experiência representantes da prefeitura, governo do Estado e Ministério Público Estadual estiveram presentes na audiência pública da última sexta-feira, 15”, disse o magistrado.

Assim como a dengue, problemas de coleta de lixo, pavimentação e saneamento básico estão sendo levantados nas audiências que devem percorrer a maioria dos bairros da capital. “Esse interesse deve partir dos moradores. Eles podem nos procurar no Juizado Norte para agendarmos as reuniões”, afirmou Pimenta.

Segundo Marconi, as audiências são importantes para levantar as necessidades específicas de cada bairro. “O problema do Cabralzinho não é o mesmo do Cidade Nova I. As audiências servem para aproximar o Poder Público da população. Muitas vezes o prefeito ou governador desconhecem os problemas por falta de informação. O assessor da prefeitura disse que o caminhão de lixo passa a cada 3 dias no Cidade Nova, mas ele foi desmentido pelos moradores que afirmaram que a coleta é feita a cada 15 dias. Como resultado, no próximo sábado haverá um mutirão de limpeza e campina”.

No mesmo bairro, disse o juiz, tem-se a intenção de fazer uma campanha nas escolas para os alunos denunciarem através de vídeos gravados nos celulares os principais problemas do local.

Marconi acredita que com vontade e união de forças, pode-se fazer uma Macapá melhor. “Se uma vez por se-mana pudéssemos fazer uma audiência nos bairros, poderíamos orientar bastante os gestores. Agora é preciso vontade de resolver, acabar com o comodismo e brigas para decidir de quem é o problema”, concluiu. (Álvaro Penha)

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