Melhoria no cultivo do abacaxi será tema de Dia de Campo em Floresta do Araguaia

Belém – Na próxima sexta-feira (24), o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) reunirá em Floresta do Araguaia cerca de 300 agricultores do sul do Pará, em mais uma edição do Dia de Campo, que informará sobre pragas, doenças e irrigação do abacaxi.

O evento terá a parceria da Prefeitura de Floresta do Araguaia, e integra o XX Festival da Cultura do município.
O Dia de Campo, que terá atividades de 24 a 26 (domingo), destacará a principal atividade agrícola do município, que é o maior produtor de abacaxi do Brasil, com mais de duas mil famílias trabalhando em cerca de 10 mil hectares. Em Floresta, a safra anual de abacaxi chega a 300 mil toneladas.

O Dia de Campo terá palestras, em um prédio cedido pela Prefeitura no centro da cidade, e demonstrações práticas, na propriedade do agricultor Isaque Casagrande, da Região da Escolinha Joaçama, que é atendido pela Emater há cinco anos. Isaque Casagrande mantém quase 10 hectares com 400 mil pés de abacaxi, da variedade “pérola”, que tem alto valor comercial. A safra é quase toda vendida in natura, para atravessadores de São Paulo.
“No Dia de Campo, falaremos sobre o controle preventivo de pragas e doenças nas lavouras, sobretudo no que se refere à principal ameaça ao abacaxi, a broca do fruto, que provoca a perda total”, informa o chefe do escritório local da Emater, o técnico em Agropecuária Richard Castro.

Quanto à irrigação, Castro ressalta que a adoção da tecnologia da microaspersão, com licenciamento ambiental, pode se tornar uma boa alternativa para certa parcela de agricultores, porque permite uma antecipação considerável da colheita e um aproveitamento do mercado na entressafra.

“Quem irriga não depende da época e do volume das chuvas. Então, pode programar muito mais a colheita e melhorar a qualidade dos frutos. Como a indução floral das plantas começa em Floresta lá por agosto, quem irriga já começa a vender em janeiro, quando os frutos ‘de sequeira’ ainda não estão prontos”, acrescenta.

Texto: Aline Miranda – Emater

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